Desempenho do Ibovespa
Nesta sexta-feira, dia 13, o Ibovespa (IBOV) sofreu uma queda significativa de 2 mil pontos durante a manhã das negociações, reflexo da cautela predominante nas principais bolsas globais e da desvalorização das commodities. O índice atingiu uma mínima de 183.662,18 pontos, resultando em uma diminuição de 2,19%.
Por volta das 12h44 (horário de Brasília), o índice principal da bolsa brasileira estava cotado a 185.006,63 pontos, apresentando um recuo de 1,47%.
Influências Domésticas
Nos primeiros momentos do dia, os investidores observaram uma retração de 0,4% nas vendas do varejo restrito em dezembro, comparado ao mês de novembro. Esse resultado foi considerado mais negativo do que a mediana do Projeções Broadcast, que indicava uma queda de apenas -0,1%.
Além disso, no conceito ampliado, que abrange as atividades de materiais de construção, veículos e atacado alimentício, também foi registrada uma diminuição de 1,2% em dezembro frente a novembro, na série ajustada sazonalmente, superando as previsões, que indicavam uma queda mais modesta de -1%.
Resultado da Vale
A Vale (VALE3) divulgou um prejuízo atribuído aos acionistas de US$ 3,8 bilhões referente ao quarto trimestre de 2025 (4T25). Este número é substancialmente maior do que o prejuízo de US$ 694 milhões registrado no mesmo período de 2024 e reverte o lucro de US$ 2,7 bilhões obtido nos três meses anteriores.
Informações Externas
No cenário internacional, os investidores estavam atentos a dados de inflação nos Estados Unidos, que acumula uma alta de 2,4% em 12 meses. Economistas consultados pela Bloomberg esperavam um aumento de 0,3% nos preços ao consumidor em termos mensais e uma elevação de 2,5% em relação ao ano anterior.
O núcleo do Índice de Preços ao Consumidor (CPI), que exclui itens voláteis como alimentos e energia, teve um crescimento de 0,3% em comparação mensal, atingindo 2,5% em um ano.
Com esses dados, o mercado passou a fortalecer as expectativas quanto a um possível corte nas taxas de juros por parte do Federal Reserve, na reunião programada para junho. Informações do CME Group indicam que a probabilidade dessa ação subiu de 66,7% para 68,7%.
No exterior, após aberturas em queda, os índices de Wall Street mudaram de direção e passaram a operar em alta, com a maioria dos setores apresentando recuperação. No entanto, o segmento de tecnologia continuava com desempenho negativo.
Movimentações no Ibovespa
Em um dia marcado por uma forte queda, apenas 11 ações estavam em alta durante o pregão. A liderança positiva ficou a cargo da Eneva (ENEV3), que teve uma valorização superior a 6% após a aprovação pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de editais para leilões de reserva de capacidade, com valores-teto que variam entre R$ 1,4 milhão a R$ 2,9 milhões por megawatt-ano no primeiro edital.
Por outro lado, na ponta negativa, a BB Seguridade (BBSE3) registrou uma queda superior a 4%, após ter seu rating rebaixado de compra para neutro pelo Goldman Sachs.
As ações da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR4), que possuem grande peso dentro do índice, caíram 2% e 1%, respectivamente, acompanhando a perda de força nos preços do petróleo e do minério de ferro.
O Desempenho do Dólar
O dólar apresentou uma alta em relação às moedas internacionais, como o euro e a libra, alcançando um patamar de 96 pontos. Essa movimentação se deu após a divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos, que ficaram abaixo das expectativas.
Por volta das 13h33 (horário de Brasília), o indicador DXY, que mensura a cotação do dólar frente a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,03%, atingindo 96.956 pontos.
No âmbito da cotação com o real, o dólar acompanhou a tendência do exterior. Na mesma faixa horário, a moeda norte-americana estava cotada a R$ 5,2290, apresentando uma variação de 0,55%. Anteriormente, a divisa atingiu uma máxima intradia de R$ 5,2495, correspondendo a um aumento de 0,94%.
Fonte: www.moneytimes.com.br