Ibovespa encerra a semana em queda
O Ibovespa finalizou a semana em queda, encerrando uma sequência de ganhos que havia levado o índice a registrar máximas históricas. Na sexta-feira, o movimento de realização de lucros foi notável, em um dia que também foi marcado pelas expectativas em relação ao possível primeiro corte de juros nos Estados Unidos em nove meses, que pode ocorrer na próxima semana.
Desempenho do índice
De acordo com dados preliminares, o índice de referência da Bolsa brasileira recuou 0,53%, alcançando 142.397,01 pontos. Durante o dia, o Ibovespa oscilou entre 142.240,7 pontos na mínima e 143.202,09 pontos na máxima. Na semana, o índice acumulou uma perda de 0,17%, mas no mês ainda apresenta um avanço de 0,69%. O volume financeiro registrado era de R$ 14,6 bilhões antes dos ajustes finais.
Expectativas para o Federal Reserve
O dia foi marcado por expectativas relacionadas ao início do corte de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano, que pode ser anunciado na reunião programada para a próxima semana. Na quinta-feira, a divulgação dos dados sobre pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, que somaram 263 mil na semana anterior — um número superior aos 235 milesperados —, contribuiu para a queda nos yields dos Treasuries. Isso ocorreu em meio à percepção crescente de que o Federal Reserve está se preparando para um corte de juros na semana seguinte.
Condenação de Bolsonaro e suas implicações
Outro ponto relevante no mercado foi a ausência de retaliações por parte dos Estados Unidos ao Brasil após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em julho, ao estabelecer uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, o presidente dos EUA, Donald Trump, mencionou como um dos motivos o julgamento de Bolsonaro, que é considerado seu aliado. Na noite de quinta-feira, após a condenação, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou que o país "responderá adequadamente a essa caça às bruxas".
Vitor Oliveira, sócio da One Investimentos, comentou que o mercado esperava alguma retaliação mais severa da parte de Trump, mas observou que não houve notificações a esse respeito.
Crescimento do setor de serviços no Brasil
Na manhã de sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o volume de serviços prestados no Brasil cresceu 0,3% em julho em relação ao mês anterior. Esse crescimento marca a sexta alta mensal consecutiva do setor, evidenciando uma certa resiliência em meio ao aperto monetário. Em comparação com julho do ano anterior, o setor de serviços registrou um crescimento de 2,8%, atingindo o maior ponto desde o início de sua série histórica. Economistas previam uma alta de 0,3% em relação a junho e um aumento de 2,6% na comparação anual, segundo pesquisa realizada pela Reuters.
Considerações finais
Com informações da Reuters


