Ibovespa se destaca com blue chips e Wall Street, enquanto petróleo e cenário fiscal continuam em foco

Desempenho do Ibovespa em 09 de julho

O Ibovespa (BOV:IBOV) encerrou o pregão na quinta-feira, 09 de julho, em recuperação após as perdas da sessão anterior. Essa melhora foi impulsionada principalmente pelo desempenho positivo das blue chips e pelo acompanhamento do movimento de alta nos mercados acionários dos Estados Unidos. O principal índice da bolsa brasileira avançou 1,22%, alcançando 172.742 pontos, com um volume financeiro negociado de R$ 15,3 bilhões, abaixo da média móvel dos últimos 50 pregões, que era de R$ 18,8 bilhões. O contrato futuro de Ibovespa (BMF:INDFUT | BMF:WINFUT) também seguiu a tendência positiva, refletindo um apetite por risco em recuperação, enquanto investidores ajustavam suas posições após a volatilidade recente.

Fatores que influenciaram o mercado

Situação interna

O mercado acionário brasileiro foi impactado por diversos fatores, tanto domésticos quanto internacionais, na data mencionada. No cenário nacional, os investidores estavam atentos à decisão do governo de manter temporariamente a alíquota do imposto de exportação sobre as receitas de petróleo em 12%. Essa decisão pressionou as ações de petroleiras. Além disso, havia discussões sobre combustíveis, incluindo a possibilidade de aumentar a mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%, o que beneficiou empresas do setor sucroalcooleiro. O contexto fiscal também estava sob observação, especialmente após declarações do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que ressaltou a necessidade de cautela diante da volatilidade gerada pela guerra no Oriente Médio.

Influências externas

No cenário internacional, as tensões entre Estados Unidos e Irã continuaram em foco, especialmente após novos ataques e esforços diplomáticos para a retomada de negociações. O preço do petróleo Brent (CCOM:OILBRENT) apresentou uma queda de 2,63%, alcançando US$ 75,97 por barril. Nos Estados Unidos, os investidores observaram a recuperação das empresas de semicondutores e as expectativas pela temporada de resultados do segundo trimestre, o que resultou em altas nos índices Dow Jones (DOWI:DJI), S&P 500 (SPI:SP500) e Nasdaq 100 (NASDAQI:NDX). Na China, o mercado permaneceu atento ao comportamento das commodities, com o minério de ferro futuro avançando em Dalian, um movimento que é relevante para empresas brasileiras ligadas ao setor de mineração.

Destaques corporativos

No dia 09 de julho, as principais contribuições positivas para o Ibovespa vieram das ações do Itaú Unibanco (BOV:ITUB4), que é uma das maiores instituições financeiras do país, atuando em serviços bancários, crédito, investimentos e seguros; da B3 (BOV:B3SA3), que é responsável pela infraestrutura do mercado financeiro brasileiro, incluindo a negociação de ações, derivativos e sistemas de registro; e da Sabesp (BOV:SBSP3), que é a companhia de saneamento responsável pelo abastecimento de água e pela coleta e tratamento de esgoto, que avançaram 1,67%, 3,86% e 2,56%, respectivamente.

Maiores altas percentuais

No ranking das maiores altas percentuais do índice, a Magazine Luiza (BOV:MGLU3), uma varejista de eletrônicos, móveis e produtos para o lar, tanto com operação física quanto digital, destacou-se ao liderar com uma valorização de 7,76%. Seguiram-se a Vamos (BOV:VAMO3), empresa de locação de caminhões, máquinas e equipamentos, que subiu 5,34%, e a Yduqs (BOV:YDUQ3), que é um grupo educacional com atuação em ensino superior presencial e digital, com um avanço de 4,96%.

Maiores baixas

Entre as ações que sofreram as maiores baixas, as ligadas ao setor de petróleo foram pressionadas pela decisão de manter o imposto de exportação, refletindo também a queda do petróleo Brent. No ranking das ações mais negociadas, destacaram-se os papéis de grande liquidez, como os da Petrobras (BOV:PETR4 | BOV:PETR3 | NYSE:PBR), que é uma gigante do setor de energia com atuações em exploração, produção, refino e comercialização de petróleo e derivados; Vale (BOV:VALE3 | NYSE:VALE), que é uma mineradora global produtora de minério de ferro, níquel e outros metais; e Itaú Unibanco (BOV:ITUB4), o que reforçou o peso das blue chips na recuperação do índice.

Mercado de juros futuros

O mercado de juros futuros da B3 também teve um fechamento positivo na quinta-feira (09/07) para os ativos prefixados, seguindo a queda nos rendimentos dos Treasuries norte-americanos em um ambiente externo considerado mais favorável. Os vértices da curva de juros registraram quedas de até 9 pontos-base, sendo que o maior alívio foi concentrado nos contratos de médio e longo prazos. Os vencimentos mais curtos, por sua vez, apresentaram um comportamento mais moderado devido a incertezas fiscais e às discussões em torno da política de combustíveis no Brasil.

O contrato de juros futuros (BMF:DI1FUT) refletiu a melhora nas expectativas, enquanto o Tesouro realizou um leilão integral de 9 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTNs) com vencimentos programados para 2027, 2028 e 2030, além de 4,15 milhões de NTN-Fs com vencimentos em 2031, 2033 e 2037. No mercado de câmbio, o dólar futuro (BMF:DOLFUT | BMF:WDOFUT) recuou 0,60%, sendo negociado próximo a R$ 5,150, refletindo o enfraquecimento global do dólar, medido pelo índice DXY (CCOM:DXY).

Fonte: br.-.com

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