Desempenho do Ibovespa
O Ibovespa (IBOV) registrou alta, impulsionado pelo desempenho positivo de bancos como o Itaú Unibanco (ITUB4). Esse movimento contrastou com o pessimismo observado no mercado exterior, especialmente em relação à liquidação do setor de tecnologia.
Nesta sexta-feira (26), o índice principal da bolsa brasileira fechou as negociações com um avanço de 0,76%, alcançando 173.295,14 pontos. Durante a semana, o IBOV acumulou uma alta de 2,98%.
O dólar à vista também encerrou o dia em queda, cotado a R$ 5,1676, uma diminuição de 0,20%. Na semana, a moeda norte-americana registrou uma leve valorização de 0,05%.
Indicadores de Desemprego e Economia
No cenário nacional, o mercado acompanhou a divulgação da taxa de desemprego no Brasil, que recuou para 5,6% no trimestre até maio de 2026, comparado a 5,8% do trimestre encerrado em abril. Este valor representa o menor patamar para o mesmo período desde o início da série histórica em 2012, conforme dados do IBGE.
O resultado ficou alinhado com a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que apresentava um intervalo de estimativas entre 5,5% e 5,7%.
Segundo a economista Claudia Moreno, do C6 Bank, ao considerar a série ajustada sazonalmente, a taxa de desemprego manteve-se estável em 5,5%, o que confirma um patamar historicamente baixo. A economista destaca que esses números reforçam a ideia de que o mercado de trabalho continua aquecido no Brasil.
Além disso, o déficit em transações correntes atingiu US$ 3,185 bilhões em maio, resultando em um acumulado de 12 meses correspondente a 2,60% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo informações do Banco Central. Em relação aos investimentos diretos no país (IDP), estes alcançaram US$ 7,974 bilhões no mês, superando os US$ 3,863 bilhões registrados em maio de 2025.
Altas e Quedas do Ibovespa
Em um dia favorável para o Ibovespa, o índice foi impulsionado pelas blue chips, especialmente no setor bancário. O Índice Financeiro (IFNC) encerrou o pregão com um crescimento de 1,39%. O Itaú (ITUB4), que representa cerca de 8% da composição do IBOV, teve um ganho de 1,29%, finalizando o dia a R$ 42,24.
No que diz respeito a outras ações significativas, a Vale (VALE3), que compõe 11% do índice, apresentou uma performance negativa em relação ao desempenho do minério de ferro. O contrato mais negociado da commodity, previsto para setembro, foi encerrado em Dalian, na China, com um aumento de 0,81%, cotado a 748 yuans (US$ 110,02) por tonelada. Contudo, a VALE3 recuou 0,65%, fechando a R$ 78,15.
A Petrobras (PETR4; PETR3), que possui cerca de 12% da participação no índice, também encerrou o dia em baixa, acompanhando a desvalorização dos preços do petróleo. O preço do Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), caiu 3,84%, cotado a US$ 72,60.
As ações da PETR3 terminaram o dia com um recuo de 1,17%, fechando a R$ 42,25, enquanto a PETR4 registrou uma baixa de 1,01%, com preço de R$ 38,06.
É importante ressaltar que bancos, Vale e Petrobras são responsáveis por aproximadamente 50% da composição da carteira teórica do Ibovespa.
Entre as ações que se destacaram positivamente no Ibovespa, a Totvs (TOTS3) liderou com uma alta de 5,63%, cotada a R$ 28,69.
Em contrapartida, a ponta negativa ficou por conta da Braskem (BRKM5), que sofreu uma queda expressiva de 8,36%, fixando-se a R$ 6,25. Esse movimento foi atribuído ao agravamento da crise financeira enfrentada pela empresa, refletindo o rebaixamento de sua ação pelo Citi.
O banco revisou a recomendação de Braskem, alterando de neutro/alto risco para venda/alto risco, em função da deterioração das condições para os spreads petroquímicos e do aumento dos riscos inerentes à companhia.
A petroquímica anunciou também que obteve uma decisão judicial favorável para suspender, por 60 dias, a cobrança de dívidas por certos credores financeiros. Essa medida foi tomada um dia após a empresa protocolar um pedido de tutela cautelar de urgência, visando à proteção temporária durante as tratativas de negociação.
Desempenho no Exterior
Os índices da Wall Street fecharam em baixa, reflexo de uma nova onda de vendas no setor tecnológico. O Nasdaq, que já acumula cinco dias consecutivos de queda, sofreu uma redução de 4%, enquanto o S&P 500 caiu 1% na mesma semana. O Dow Jones, por sua vez, obteve uma leve alta de 0,6% no período.
Durante a semana, os investidores mostraram-se propensos a vender ações tecnológicas, motivados por temores relacionados ao aumento no preço dos chips, aos gastos elevadas das empresas com inteligência artificial e à perspectiva de juros mais altos. Isso resultou em produtos finais mais caros para os consumidores, como exemplificado pela Apple.
O fechamento dos índices foi o seguinte:
- Dow Jones: -0,09%, aos 51.876,11 pontos;
- S&P 500: -0,05%, aos 7.353,95 pontos;
- Nasdaq: -0,43%, aos 25.358,603 pontos.
Na Europa, os índices também encerraram em queda, influenciados pela pressão de vendas no setor tecnológico. O índice pan-europeu Stoxx 600 registrou uma queda de 0,68%, fechando a 635,88 pontos.
No continente asiático, a tendência foi semelhante, com os índices majoritariamente operando no negativo, pressionados pelo setor de tecnologia. O índice Nikkei, do Japão, sofreu perdas de 4,15%, fechando a 69.360,88 pontos. O índice Hang Seng, de Hong Kong, também apresentou uma queda de 1,76%, finalizando a 22.671,86 pontos.
Fonte: www.moneytimes.com.br


