Ibovespa Ganha Fôlego com Alta em Wall Street e Inflação em Desaceleração
Na última sexta-feira, 24 de outubro, o principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa (IBOV), registrou um avanço de 0,31%, encerrando o dia com 146.172,21 pontos. Ao longo da semana, a valorização acumulada foi de 1,93%.
O dólar à vista (USBRL) finalizou as negociações cotado a R$ 5,39261, apresentando um crescimento de 0,12%. No período das últimas cinco sessões, a moeda norte-americana recuou 0,24% em relação ao real.
Do ponto de vista interno, os investidores manifestaram expectativa pela implementação de novas medidas fiscais e aguardavam o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, programado para o próximo domingo (26), na Malásia.
Dados de Inflação e Balanços Corporativos
Os números relacionados à inflação e os resultados financeiros das corporações influenciaram significativamente o pregão. Um dos destaques foi o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), que, considerado uma prévia da inflação, registrou um aumento de 0,18% em outubro. Este valor ficou abaixo do que era esperado pelos analistas e representa uma desaceleração em comparação ao mês anterior, quando o IPCA-15 mostrou uma alta de 0,48%.
Com isso, a prévia da inflação acumula um aumento de 3,94% até o momento no ano e de 4,94% nos últimos doze meses.
Altas e Quedas do Ibovespa
Entre as ações que compõem o Ibovespa, as da CVC (CVCB3) destacaram-se positivamente na reta final do pregão, beneficiadas pelo alívio na curva de juros, em resposta à prévia de inflação que ficou abaixo das expectativas do mercado.
Por outro lado, o lado negativo foi liderado pela Brava Energia (BRAV3), que sofreu pressão devido à queda nos preços do petróleo, decorrente das incertezas geopolíticas atuais.
Os grandes bancos encerraram a sessão em queda. A Petrobras (PETR4; PETR3) também apresentou uma queda superior a 1%, influenciada pelo desempenho do petróleo no mercado. A Vale (VALE3) continuou a tendência de realização de lucros observada no pregão anterior, fechando com leve queda, ainda que o preço do minério de ferro tenha atuado como um fator de apoio.
Cenário Externo
Os índices em Wall Street finalizaram a sessão em alta, alcançando máximas históricas após dados de inflação aumentarem as expectativas sobre cortes nas taxas de juros da maior economia do mundo. Os resultados financeiros das empresas ficaram em segundo plano neste contexto.
Fechamento dos Índices de Wall Street
- Dow Jones: +1,01%, aos 47.207,12 pontos — no maior nível nominal histórico;
- S&P 500: +0,79%, aos 6.791,73 pontos — no maior nível nominal histórico;
- Nasdaq: +1,15%, aos 23.204,86 pontos — no maior nível nominal histórico.
Na Europa, os mercados não apresentaram uma direção uniforme. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,23%, atingindo 575,16 pontos.
Desempenho na Ásia
Na região asiática, os índices também mostraram resultados mistos ao final da sessão. O Nikkei, do Japão, subiu 1,35%, alcançando 49.299,65 pontos, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, teve um aumento de 0,74%, fechando em 26.160,15 pontos.
Fonte: www.moneytimes.com.br