Desempenho do Ibovespa
No primeiro dia de negociações da semana, o Ibovespa (IBOV) acompanhou a tendência do mercado de Wall Street e fechou em alta. O movimento ocorreu após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que contribuíram para a redução das tensões relacionadas ao conflito no Oriente Médio.
Nesta segunda-feira, dia 9, o principal índice da bolsa brasileira concluiu as negociações com uma alta de 0,86%, atingindo 180.915,36 pontos. Em relação ao dólar à vista (USDBRL), a moeda fechou cotada a R$ 5,1641, registrando uma queda de 1,52%.
As atenções dos investidores permaneceram voltadas para o cenário externo. No Brasil, o foco também estava no Relatório Focus, onde economistas revisaram para cima as projeções da Selic terminal para 2026, agora estimada em 12,13%, um leve aumento em relação à previsão anterior de 12%. Essa atualização indica a incerteza do mercado sobre a continuidade dos cortes pela política monetária, especialmente considerando a escalada das tensões internacionais. As estimativas para os anos de 2027, 2028 e 2029 permanecem inalteradas, em 10,50%, 10% e 9,50%, respectivamente.
Além disso, pela manhã, foi divulgada a pesquisa eleitoral Realtime/Bigdata, que apresenta o cenário da disputa eleitoral deste ano. O levantamento aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na liderança das intenções de voto, com 38%, frente aos 34% do presidente e pré-candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Movimentação das Ações no Ibovespa
As ações blue chips inverteram sua trajetória e passaram a operar em alta após as declarações de Trump, que indicaram um possível fim para o conflito no Irã. A maior alta ocorreu com a ação da Eneva (ENEV3), que subiu 5,03%, alcançando o preço de R$ 21,21. O Goldman Sachs iniciou a cobertura desta ação com uma recomendação de compra.
Por outro lado, o lado negativo do Ibovespa foi liderado pela MRV&Co (MRVE3), que registrou uma queda de 7,85%, cotada a R$ 8,57. O movimento negativo está relacionado à repercussão do balanço do quarto trimestre de 2025 (4T25), que foi divulgado. Analistas tiveram uma leitura de que os resultados foram mistos.
Conforme análise do Safra, os resultados mostraram duas realidades distintas dentro da companhia. Por um lado, a recuperação nas operações principais continuou, com um aumento na participação das vendas recentes em sua receita e uma margem bruta ajustada de 34,6%, o que representa uma alta de 30 pontos-base em relação ao trimestre anterior. Por outro lado, a Resia, subsidiária do grupo que atua nos Estados Unidos, afetou negativamente o balanço consolidado, apresentando um prejuízo líquido de US$ 24,7 milhões no 4T25, resultado que foi inferior ao esperado pelo mercado.
Mercados Internacionais
Os índices de Wall Street também recuperaram-se e encerraram em alta, motivados por sinais de que o conflito no Irã está se aproximando do fim. No final da tarde, o presidente dos Estados Unidos trouxe um sentimento de alívio ao afirmar à CBS News que acreditava que a guerra contra o Irã “está praticamente concluída”, e que os EUA estão “muito à frente” do cronograma inicial, que previa uma duração de quatro a cinco semanas.
O preço do petróleo superou a marca de US$ 100 e, em seu pico, esteve perto de US$ 120. Contudo, durante o dia, a commodity enfrentou uma correção e o Brent para maio, que é negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), fechou com alta de 6,8%, a US$ 98,96 por barril. Após as declarações de Trump, os contratos futuros de petróleo passaram a operar em queda, e, por volta das 17h (horário de Brasília), esses contratos reduziram-se em 3%, cotados a US$ 90,20 por barril, no pregão eletrônico.
Fechamento dos Índices
Confira o fechamento dos índices dos principais mercados:
- Dow Jones: +0,50%, aos 47.740,80 pontos;
- S&P 500: +0,83%, aos 6.795,99 pontos;
- Nasdaq: +1,38%, aos 22.695,94 pontos.
Na Europa, os principais índices encerraram em queda, influenciados pelos desdobramentos no Oriente Médio e pela alta nos preços do petróleo. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou o dia com uma queda de 0,63%, cotado a 594,92 pontos.
Na Ásia, os índices também fecharam negativos frente ao aumento dos preços do petróleo em decorrência do conflito no Oriente Médio. O índice Nikkei, do Japão, teve uma queda de 5,20%, fechando aos 52.728,72 pontos. O índice Hang Seng, de Hong Kong, também recuou, apresentando uma baixa de 1,35%, terminando o dia a 25.408,46 pontos.
Fonte: www.moneytimes.com.br

