Ibovespa sobe com aumento do petróleo após fechamento do Estreito de Ormuz, impulsionando Petrobras e PRIO.

Ibovespa Fecha em Alta

O Ibovespa (BOV:IBOV) encerrou a sessão de segunda-feira, 2 de março, com uma alta de 0,28%, marcando 189.307 pontos. Este movimento reverteu a queda inicial e encontrou sustentação, especialmente nos papéis de empresas petroleiras e blue chips. O volume financeiro alcançou R$ 22,8 bilhões, ficando acima da média móvel dos últimos 50 pregões, que foi de R$ 20,9 bilhões. Esse aumento no volume sugere uma consolidação do movimento de compra. O contrato futuro do índice (BMF:INDFUT | BMF:WINFUT) também refletiu uma tendência positiva durante a sessão, apesar da volatilidade causada por notícias geopolíticas.

Impactos do Exterior no Mercado

No cenário internacional, o petróleo Brent (CCOM:OILBRENT) apresentou um aumento significativo de 8,71%, em resposta aos ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel ao Irã, juntamente com a decisão do Irã de fechar o Estreito de Ormuz. Essa situação elevou as preocupações acerca de uma possível crise de oferta global de petróleo. Paralelamente, o preço do ouro (PM:XAUUSD) avançou 1,21%, evidenciando uma busca por proteção no mercado. O índice DXY (CCOM:DXY) também subiu 0,92%, o que pressionou diversas moedas emergentes, refletido na cotação da paridade entre o Dólar norte-americano e o Real brasileiro (FX:USDBRL).

A notícia sobre o fechamento do estreito, divulgada próximo ao final da sessão, trouxe um clima adicional de cautela e reduziu a força da demanda global, limitando os ganhos mais expressivos nos mercados financeiros.

Reações no Cenário Doméstico

Internamente, o mercado reagiu às informações contidas no Boletim Focus, que manteve a mediana da previsão do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para o ano de 2026 em 3,91%. Além disso, houve uma redução na projeção da taxa Selic para 12,00% e um ajuste na cotação do câmbio para R$ 5,42.

Simultaneamente, as opções digitais listadas na B3 diminuíram a probabilidade de um corte de 50 pontos-base na próxima reunião do Copom para 74%. O secretário do Tesouro indicou que o conflito no Oriente Médio pode encurtar o ciclo de afrouxamento monetário, intensificando a incerteza quanto à trajetória da política monetária no país.

Desempenho das Petroleiras

As ações de empresas do setor de petróleo se destacaram durante o pregão. Os papéis da Petrobras (BOV:PETR4 | BOV:PETR3 | NYSE:PBR) registraram um avanço de 4,58% nas ações preferenciais (PN) e 4,63% nas ações ordinárias (ON), impulsionados pelo aumento expressivo nos preços do petróleo Brent. A PRIO (BOV:PRIO3), que concentra seus esforços na revitalização de campos maduros, viu suas ações valorizarem-se em 5,12%, consolidando a liderança nas altas percentuais do índice.

Adicionalmente, a B3 (BOV:B3SA3) também contribuiu positivamente, apresentando um crescimento de 3,30%. O fluxo de compra concentrou-se em ações relacionadas a commodities, evidenciando o apetite tático dos investidores em meio ao choque geopolítico atual.

Temporada de Resultados

A temporada de divulgação de resultados financeiros continua a figurar entre as principais atenções do mercado. Após o fechamento do mercado, empresas como Viveo e Hidrovias do Brasil devem divulgar seus números, enquanto outros resultados da Petrobras e da Embraer estão programados para serem apresentados ao longo da semana.

Comportamento do Mercado de Juros Futuros

No segmento de juros futuros, os contratos de DI (BMF:DI1FUT) encerraram com uma alta de até 7,5 pontos-base ao longo da curva. Este movimento se alinha com a elevação dos rendimentos dos títulos norte-americanos e a ampliação do prêmio de risco inflacionário no mercado.

Os vértices mais curtos da curva de juros reagiram a uma reprecificação parcial da expectativa de corte de 50 pontos-base por parte do Copom na próxima reunião marcada para março. Já os vértices médios e longos incorporaram uma maior cautela, diante da escalada dos preços do petróleo e seus potenciais efeitos sobre combustíveis e inflação.

A leitura predominante do mercado é clara: se o choque nos preços do petróleo continuar, o ciclo de afrouxamento monetário poderá ser mais breve do que o que se vinha antecipando até o momento.

Fonte: br.-.com

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