Ibovespa em Alta Moderada
O Ibovespa encerrou o pregão da sexta-feira, 9 de janeiro, com uma leve alta, acompanhando o desempenho otimista dos índices dos Estados Unidos e sustentado pelo zelo dos investidores em relação ao mercado doméstico. O principal índice da B3 teve um avanço de 0,27%, atingindo 163.370 pontos, com um volume financeiro de R$ 16 bilhões, que se mostra levemente abaixo da média móvel de 50 pregões, sendo esta de R$ 17,7 bilhões. Essa diferença ressalta a cautela dos investidores diante do cenário macroeconômico brasileiro. No total da semana, o índice acumulou um ganho de 1,76%. O contrato futuro do Ibovespa, negociado na BMF, apresentou um desempenho que condiz com o mercado à vista, indicando a continuidade do movimento, mas sem uma convicção direcional mais forte.
Contexto Econômico Doméstico
A divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro proporcionou um alívio inicial aos ativos financeiros, apresentando uma alta mensal de 0,33% e um avanço anual de 4,26%. Ambos os resultados ficaram abaixo do esperado pelo mercado e dentro dos limites estabelecidos pela meta do Banco Central. No entanto, a composição do índice gerou algum desconforto, devido ao aumento contínuo nos serviços subjacentes e nos núcleos de inflação. Isso indica uma percepção de que o início do ciclo de reduções da taxa Selic deve ocorrer somente a partir de março. Como resultado, as movimentações de valorização da bolsa durante o pregão foram limitadas.
Cenário Internacional
No cenário internacional, a União Europeia ofereceu apoio ao acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, o que trouxe uma perspectiva favorável para os ativos brasileiros. Por outro lado, a valorização do dólar no exterior aumentou a cautela no mercado. O índice Dólar DXY subiu 0,29%, pressionando as moedas de mercados emergentes. No Brasil, no entanto, mesmo diante desse movimento global, o contrato futuro de dólar caiu 0,52%, refletindo um fluxo mais favorável em determinadas operações. Na China, a queda do minério de ferro registrada na bolsa de Dalian intensificou a cautela em relação às ações ligadas às commodities metálicas.
Destaques do Pregão Corporativo
O pregão foi caracterizado por movimentos importantes que alternaram entre altas e quedas significativas. No lado positivo, destacaram-se as ações de Multiplan, que avançaram 4,25% impulsionadas pela expectativa de melhoria operacional no setor de shoppings. Outro destaque foi a Cogna, que teve um aumento de 3,95%, refletindo um retorno do apetite por ações do setor educacional. A Cury também se beneficiou, com um crescimento de 3,81%, resultado de um cenário mais favorável ao crédito imobiliário. Por outro lado, o GPA viu suas ações recuarem após a renúncia do diretor financeiro, enquanto a Vale caiu 1,14% em resposta a um rebaixamento de recomendação, em um dia que já contava com pressão adicional sobre os papéis vinculados ao minério de ferro. As ações mais negociadas incluíram Ambev, Suzano e Copel, que apresentaram um elevado volume financeiro e se destacaram como principais contribuidoras positivas do índice.
Mercado de Juros Futuros
O mercado de juros futuros começou a sexta-feira com um viés de alta ao longo da curva, resultado da interpretação de que o IPCA apresentou uma leitura mais pressionada. Os vértices curtos tiveram ajustes mais moderados, enquanto a parte intermediária da curva foi a que mais sentiu pressão, avançando até 6 pontos-base. Os contratos de longo prazo também encerraram o dia em alta, reforçando a percepção de cautela em relação ao início do ciclo de flexibilização monetária. Os Depósitos Interfinanceiros (DIs) mais líquidos indicam que o mercado ainda concentra suas apostas em cortes da Selic a partir de março, com o Banco Central mantendo uma postura conservadora.
Fonte: br.-.com


