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IGP-10 registra alta de 2,94% em abril, revertendo a queda de março – Times Brasil

by Fernanda Lima
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Registro do IGP-10

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) apresentou uma alta de 2,94% no mês de abril, revertendo a queda de 0,24% registrada em março. Com esse resultado, o índice acumula um crescimento de 2,57% no ano e de 0,56% nos últimos 12 meses, conforme informações obtidas por meio da Fundação Getulio Vargas.

No mesmo período do ano anterior, em abril, o IGP-10 havia apresentado um recuo de 0,22% e acumulava uma alta de 8,71% nos últimos 12 meses.

Impacto da Guerra

A aceleração do IGP-10 é atribuída principalmente aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Matheus Dias, economista do FGV IBRE, salienta que os efeitos da guerra vão além dos derivados de petróleo, impactando insumos em diversos setores da economia.

“Por exemplo, o preço do ácido sulfúrico e os adubos ou fertilizantes registraram aumentos de 29% e 6,8%, respectivamente”, afirmou o economista. Além disso, fatores sazonais também contribuíram para esse aumento, com o tomate apresentando um aumento de aproximadamente 20%, tanto no Índice de Preços ao Produtor (IPA) quanto no Índice de Preços ao Consumidor (IPC).

Desempenho do IPA

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou uma alta de 3,81% em abril, após a queda de 0,39% em março.

Entre os componentes do índice, as Matérias-Primas Brutas se destacaram, apresentando um aumento de -1,11% em março para 7,01% em abril. Os Bens Intermediários também avançaram, subindo 1,95% e revertendo a queda de 0,33% do mês anterior. Já os Bens Finais apresentaram um crescimento de 1,15%, acima dos 0,59% registrados em março.

Aumento do IPC e Impacto nos Transportes

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,88% em abril, comparado a uma alta de apenas 0,03% em março. Dentre os componentes do índice, sete das oito classes de despesa registraram aceleração nos preços.

O setor de Transportes liderou esse movimento, com um aumento de 2,31%, após uma leve alta de apenas 0,06% no mês anterior. A gasolina foi identificada pelo FGV IBRE como a principal influência responsável por essa elevação. No que diz respeito à Alimentação, houve uma aceleração, que passou de 0,37% em março para 1,41% em abril. Apenas o item Comunicação viu uma desaceleração, caindo de 0,11% para 0,03%.

Pressão no Setor da Construção Civil

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,88% em abril, superando o aumento de 0,29% registrado em março. Os três grupos que compõem o índice mostraram aceleração em seus preços.

Os Materiais e Equipamentos passaram de 0,28% para 0,98%. Os Serviços também avançaram, subindo de 0,25% para 0,83%. A Mão de Obra viu um aumento, que foi de 0,31% para 0,77%. Segundo Matheus Dias, os reajustes nos combustíveis e nos derivados de petróleo tiveram um impacto indireto sobre produtos como cimento, massa de concreto e bloco de concreto, todos com uma alta demanda no setor de transporte.

Fonte: timesbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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