Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI)
O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou um avanço de 0,10% em dezembro, constatando uma aceleração em relação à alta de 0,01% observada em novembro. Apesar deste desempenho positivo no último mês do ano, o índice encerrou 2025 com uma queda acumulada de 1,20%. Essa queda foi influenciada, em grande medida, pelo comportamento das matérias-primas brutas que compõem o índice utilizado para mensurar os preços ao produtor. Em dezembro de 2024, o IGP-DI havia apontado um aumento de 0,87% e acumulava uma alta de 6,86% em 12 meses.
Análise da Fundação Getulio Vargas
De acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o desempenho do IGP-DI ao longo de 2025 refletiu diretamente a trajetória do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que apresentou uma retração significativa ao longo do ano. "O IGP-DI encerrou 2025 com queda de 1,20%, decorrente, em sua maioria, do comportamento do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que recuou 3,61% no ano. Este é o primeiro resultado negativo anual desde 2023, quando havia registrado uma queda de 5,92%. Essa situação foi provocada por quedas expressivas nos preços da indústria extrativa e da agricultura. No entanto, a retração do IGP-DI não foi mais acentuada, uma vez que o índice ainda encontrou suporte em pressões inflacionárias provenientes de outros componentes. No que diz respeito aos preços ao consumidor, mesmo com o alívio observado nos preços dos alimentos, os segmentos de serviços e habitação permaneceram sob pressão. Na construção civil, o principal fator de alta foi o aumento dos custos de mão de obra", destacou Matheus Dias, economista do FGV IBRE.
Desempenho do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA)
No mês de dezembro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) alcançou uma alta de 0,03%, revertendo a queda de 0,11% registrada em novembro. Analisando os estágios de processamento, os Bens Finais apresentaram uma alta de 0,08%, mantida em relação à taxa do mês anterior. Contudo, o índice de Bens Finais (ex), que exclui alimentos in natura e combustíveis destinados ao consumo, desacelerou de 0,48% em novembro para -0,05% em dezembro. No segmento de Bens Intermediários, observou-se uma alta de 0,12%, após o recuo de 0,03% no mês anterior. O índice de Bens Intermediários (ex) apresentou um aumento de 0,19%, superando a variação de 0,07% registrada em novembro. Portanto, as Matérias-Primas Brutas permaneceram em queda, com um recuo de 0,06% em dezembro, embora este tenha ocorrido em um ritmo menor em comparação ao observado em novembro, que ficou em -0,30%.
Índice de Preços ao Consumidor (IPC)
No setor varejista, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) manteve uma variação mensal de 0,28% em dezembro. Dentro das oito classes de despesa analisadas, as categorias Transportes, Alimentação e Vestuário mostraram aceleração nas taxas. Em contrapartida, categorias como Educação, Leitura e Recreação, Saúde e Cuidados Pessoais, Habitação, Despesas Diversas e Comunicação apresentaram desaceleração durante o período. Esse resultado sugere um quadro de inflação ao consumidor mais heterogêneo ao término do ano.
Índice Nacional de Custo da Construção (INCC)
Por sua vez, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,21% em dezembro, uma taxa abaixo da registrada em novembro, que foi de 0,27%. Esse movimento foi sinalizado por uma desaceleração nos preços de Materiais e Equipamentos, estabilidade nos Serviços e uma leve aceleração nos custos de Mão de Obra, que continuam sendo a principal fonte de pressão no setor da construção.
Indicadores Qualitativos
Os indicadores qualitativos também revelaram uma maior diversidade nas elevações dos preços ao consumidor. O Núcleo do IPC subiu 0,33% em dezembro, um resultado próximo ao de novembro. O Índice de Difusão atingiu 61,29%, representando um avanço expressivo em relação aos 52,26% do mês anterior, o que indica um aumento no número de itens com variação positiva nos preços.
Fonte: br.-.com


