IMC: Receita total aumenta, margem reduz e fluxo de caixa impressiona no 3T25

IMC: Receita total aumenta, margem reduz e fluxo de caixa impressiona no 3T25

by Ricardo Almeida
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Resultados da IMC no Terceiro Trimestre de 2025

Com uma receita total de R$ 609,9 milhões e lucro operacional sob pressão, a IMC (MEAL3) apresenta sinais de recuperação de caixa e estabilidade da alavancagem, fatores que podem afetar o comportamento do mercado na bolsa de valores.

Desempenho Financeiro

A International Meal Company Alimentação S.A., que controla marcas renomadas como Frango Assado e Viena, divulgou os resultados referentes ao terceiro trimestre de 2025 nesta sexta-feira. Os dados revelam um desempenho misto: a receita total do sistema cresceu, enquanto a rentabilidade diminuiu. Um aspecto que chamou a atenção dos investidores foi a reversão no consumo de caixa e a manutenção da alavancagem em níveis gerenciáveis.

Embora o setor de alimentação continue lidando com pressões de custos, inflação de insumos e uma série de desafios operacionais, a IMC (MEAL3) conseguiu alcançar um crescimento de 5,4% na receita total, totalizando R$ 609,9 milhões. O declínio na receita líquida e no EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation, and Amortization) reflete um momento ainda complicado, mas um giro operacional mais eficiente e a melhoria no fluxo de caixa indicam que a companhia está ajustando suas estratégias para preservar liquidez e fortalecer a disciplina financeira.

Receita Líquida e Ajustes

No terceiro trimestre de 2025, a receita líquida consolidada atingiu R$ 483 milhões, apresentando uma queda de 3,9% em comparação ao mesmo período de 2024. Este resultado é influenciado principalmente pelo fechamento de unidades, o processo de maturação das novas lojas e um menor tráfego em operações específicas. A saída do KFC, que anteriormente atuava como um motor de expansão e crescimento da receita, também contribuiu para a diminuição da base comparativa. No acumulado do ano, considerando o KFC no primeiro semestre de 2025, a receita mantém-se em linha com o exercício anterior.

O EBITDA ajustado consolidado totalizou R$ 69 milhões no 3T25, uma redução de 11% em relação ao mesmo trimestre de 2024. No entanto, excluindo itens não recorrentes, o EBITDA ajustado foi salvo com um crescimento de 2,4% no trimestre e 10,2% no acumulado do ano.

Vendas e Despesas

No terceiro trimestre de 2025, as vendas totais do sistema, que incluem o faturamento bruto das lojas próprias e franqueadas, somaram R$ 610 milhões, refletindo um crescimento de 5,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Este resultado é ainda mais notável considerando a redução no número de lojas disponíveis, sendo impulsionado principalmente pela recuperação das operações no Brasil, especialmente no segmento do Pizza Hut, tanto nas lojas próprias quanto nas franqueadas.

As despesas gerais e administrativas (G&A) diminuíram 30% em comparação ao 3T24, levando em conta bases comparáveis que excluem o G&A direto anteriormente alocado ao KFC.

Investimentos e Fluxo de Caixa

Durante o trimestre, a companhia investiu R$ 19,6 milhões, com R$ 1,3 milhão destinados à expansão e R$ 18,3 milhões voltados para manutenção, reformas e outros projetos. A redução de 94% no capital de expansão reflete não somente a saída do KFC e o consequente término da obrigatoriedade de investimentos em novas aberturas da marca, mas também demonstra o compromisso da empresa com uma alocação de capital mais racional, considerada adequada ao atual cenário econômico, caracterizado por taxas de juros elevadas e incertezas macroeconômicas.

O fluxo de caixa operacional alcançou R$ 175 milhões, apresentando um avanço de 10,6% na comparação anual. Esse crescimento – no fluxo de caixa operacional – reflete a eficácia contínua da geração nas operações da companhia.

Posição Financeira

A situação financeira da empresa continua alinhada com o plano de desalavancagem estabelecido após a negociação com o KFC. No terceiro trimestre de 2025, a dívida líquida total, incluindo os instrumentos financeiros derivativos registrados após a finalização da transação, alcançou R$ 207 milhões. Esse valor já considera as amortizações extraordinárias de aproximadamente R$ 100 milhões que foram realizadas nos meses de julho e agosto, conforme estabelecido nas condições do fechamento.

Um dos destaques positivos foi o retorno do fluxo de caixa ao terreno positivo, após doze meses em consumo negativo.

Movimentação das Ações

Com a abertura do mercado nesta sexta-feira (14/11), as ações MEAL3 apresentaram uma queda de 2,34%, sendo cotadas a R$ 1,25. O papel iniciou o dia com preço de R$ 1,26, alcançando uma máxima de R$ 1,27 e uma mínima de R$ 1,24. A oscilação negativa sugere que os investidores estão reagindo com cautela ao recuo nas margens, apesar da melhoria no caixa. O comportamento das ações ao longo do dia poderá refletir o peso que o mercado atribui à geração de caixa em contraste com a redução da rentabilidade.

Sobre a IMC

A IMC (MEAL3), listada na bolsa de valores B3 sob o código BOV:MEAL3, é uma das maiores empresas do setor de alimentação no Brasil, atuando em restaurantes localizados em rodovias, aeroportos e grandes centros urbanos. A empresa é composta por marcas reconhecidas e opera em um setor altamente competitivo, que inclui concorrentes como Arcos Dorados (NYSE:ARCO) e Bloomin’ Brands (NASDAQ:BLMN). Essa competitividade exige uma constante eficiência operacional e inovação nas práticas de atendimento ao cliente.

Os resultados apresentados pela IMC indicam que a empresa está em uma fase de ajuste, apresentando margens sob pressão, mas com um caixa que mostra sinais de recuperação e uma alavancagem que permanece sob controle. Para investidores que monitoram o varejo de alimentação, a ação MEAL3 representa um caso que demanda uma análise equilibrada entre riscos e potenciais recuperações operacionais.

Fonte: br.-.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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