A situação de conflito no Oriente Médio aumentou drasticamente os preços do petróleo e do gás natural, atingindo níveis recordes nos últimos quatro anos. Essa elevação dos preços gerou preocupações relacionadas à inflação nos Estados Unidos. Além disso, a confiança do consumidor americano caiu para seu patamar mais baixo na história.
Apesar das crescentes apreensões quanto ao custo de vida, a guerra com o Irã até o momento não impactou de maneira significativa os hábitos de consumo ou as perspectivas de emprego dentro do país.
Entretanto, é importante ressaltar que as incertezas a respeito do conflito no Oriente Médio continuam a pairar, especialmente com o fechamento do Estreito de Ormuz.
A seguir, apresentamos os principais indicadores da economia dos Estados Unidos.
Crescimento econômico
Iniciando pela métrica mais abrangente da economia, que é o Produto Interno Bruto (PIB), observamos um crescimento sólido. O último dado disponível, no entanto, refere-se ao primeiro trimestre do ano, o qual abrangeu somente um mês completo do conflito entre os Estados Unidos e Israel com o Irã.
Empregos
Durante os dois primeiros meses da guerra, o número de novos empregos cresceu de forma constante e a taxa de desemprego permaneceu em níveis baixos. O crescimento no mês de março foi especialmente notável, alcançando a maior variação dos últimos dois anos e surpreendendo os analistas econômicos.
Economistas, por sua vez, apontaram uma recente desaceleração no mercado de trabalho, destacando que os dados dos últimos dois meses podem ter sido influenciados por uma recuperação após o fechamento do governo e por outros fatores temporários, incluindo greves trabalhistas.
Vendas no varejo
As vendas no setor de varejo apresentaram um crescimento em março, beneficiadas pela elevação dos preços da gasolina. Em abril, esses preços se estabilizaram; ainda assim, os consumidores gastaram um pouco mais do que o esperado, mesmo excluindo a categoria de combustíveis.
No mês de abril, o chamado grupo de controle, que não considera categorias voláteis como a gasolina, cresceu em torno de 0,5%. Essa tendência demonstra que os consumidores continuam a manter seus gastos, mesmo diante dos altos custos associados ao combustível.
Inflação ao consumidor
A inflação alcançou seu nível mais alto em três anos no mês de abril, sendo que os preços da gasolina foram os principais responsáveis por essa elevação. Além disso, os preços dos alimentos subiram 3,2% ao longo do último ano, e as tarifas aéreas tiveram um aumento significativo, de 20,7%.
Crescimento salarial versus inflação
No que diz respeito aos salários, a inflação subiu a uma taxa que superou o crescimento do salário médio nos Estados Unidos no último ano. Isso significa que, pela primeira vez, a inflação diminuiu o impacto positivo dos aumentos salariais, afetando principalmente os trabalhadores com rendimento médio e baixo.
Por outro lado, os salários dos indivíduos mais abastados continuam a ultrapassar o aumento da inflação de forma considerável – os aumentos salariais anuais foram suficientes para compensar o aumento no preço da gasolina em até 17 vezes, enquanto os ganhos dos trabalhadores de renda mais baixa mal conseguiram cobrir esse mesmo aumento, segundo o Bank of America Institute.
Rendimento dos títulos
O rendimento dos títulos do Tesouro americano, especialmente os de 10 anos, atingiu o nível mais elevado em mais de um ano e, segundo especialistas, rendimentos mais altos podem impactar ainda mais as taxas de hipoteca, mantendo o mercado imobiliário em uma situação complicada.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br