Declarações sobre a Taxa Selic
O diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, afirmou nesta quarta-feira (8) que o nível da taxa Selic possui atualmente “mais gordura” em comparação ao que apresentava há seis meses. Contudo, ele ressaltou que o conflito no Irã atua de forma contrária a essa folga nos juros, ao gerar um choque significativo nos preços.
Calibração da Taxa Selic
Durante um evento realizado pelo Bradesco BBI em São Paulo, Nilton David destacou que a autarquia iniciou um processo de “calibração” da taxa Selic, ao invés de um “afrouxamento”. O objetivo principal é manter os juros em um nível restritivo.
“Hoje, o nível de juros tem mais gordura do que tinha seis meses atrás. Entretanto, é inegável que o evento do conflito gera um choque de preços relevante, com possibilidades reais de desencadear efeitos de segunda ordem”, afirmou David, que também enfatizou a necessidade de a autarquia se manter vigilante.
Redução da Taxa Selic
O Banco Central fez uma redução na taxa Selic de 0,25 ponto percentual em março, estabelecendo-a em 14,75% ao ano. Até o momento, não houve indicação clara sobre os passos futuros a serem tomados, com a defesa de que os juros permaneçam em um nível restritivo, sendo também ressaltada a elevação das incertezas em decorrência da guerra no Irã.
Expectativas de Inflação
Com o recente agravamento nas previsões do mercado em relação à inflação para os anos de 2027 e 2028, Nilton David apontou que essa mudança nas expectativas sugere uma percepção de que o Banco Central pode não reagir a possíveis efeitos de segunda ordem da inflação. “Esse entendimento é um equívoco”, frisou.
“O Banco Central vai buscar a meta”, garantiu David durante sua apresentação.
Nível de Incerteza e Impactos Econômicos
Nilton David também comentou sobre o aumento do nível de incerteza no cenário atual, mas reforçou a convicção de que a política monetária está surtindo efeito. Na mesma oportunidade, o diretor observou que, devido ao conflito no Irã, é esperado que haja uma diminuição na atividade econômica global. Ele destacou que o aumento nos preços do petróleo decorrente da guerra não deve resultar em uma elevação do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.
Fonte: www.moneytimes.com.br


