Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M)
O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) apresentou, em outubro, uma alta de 0,21%, mantendo o mesmo ritmo observado em setembro, conforme dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Apesar da estabilidade apresentada no curto período, o indicador acumula um aumento significativo de 6,58% nos últimos 12 meses, superando os 5,72% registrados em outubro do ano anterior. Essa elevação continua a pressionar a inflação no setor.
Análise por Grupos
Materiais, Equipamentos e Serviços
O grupo que inclui Materiais, Equipamentos e Serviços teve um aumento de 0,27% em outubro, revertendo a leve queda de 0,03% observada em setembro. A categoria de Materiais e Equipamentos apresentou uma aceleração, subindo de -0,05% para 0,29%. Este movimento foi impulsionado principalmente pelo item “materiais para estrutura”, cuja taxa variou de -0,28% para 0,34%. Tal comportamento sugere um encarecimento dos insumos essenciais, o que pode influenciar os orçamentos e os prazos estabelecidos para novos projetos de construção.
Serviços e Mão de Obra
No segmento de Serviços, a variação desacelerou de 0,18% em setembro para 0,08% em outubro, com destaque para a redução no item “conta de energia”, que teve uma queda significativa de 1,86% para -1,72%. A Mão de Obra, por sua vez, teve uma variação de 0,13%, marcando uma forte desaceleração em relação aos 0,54% registrados no mês anterior. Essa mudança contribuiu para a amenização de parte da alta geral do índice.
Desempenho Regional
A análise regional mostra que cinco das sete capitais analisadas — Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo — apresentaram aceleração nas taxas de variação, enquanto Recife e Porto Alegre notaram um leve arrefecimento. Esses dados refletem realidades distintas em relação aos custos da construção em diferentes partes do país.
Implicações para o Setor
A persistência da alta no INCC-M sugere que o setor da construção civil continua a enfrentar pressões estruturais de custo, especialmente em relação a materiais e equipamentos. Essa tendência pode ter impacto direto no preço de imóveis e na rentabilidade das construtoras que estão listadas na bolsa de valores (BOV:IBOV). Além disso, a situação exerce influência nas projeções de inflação medidas pelo IGP-M, do qual o INCC-M é um componente.
Mesmo sem grandes oscilações mensais, a manutenção de um ritmo elevado no acumulado anual reforça a realidade de custos pressionados, em um contexto em que a economia ainda busca estabilidade nos preços. Para os investidores, essa informação ressalta a importância de monitorar os indicadores do setor, dado que estes influenciam as expectativas de inflação e, consequentemente, os mercados de juros e câmbio.
Fonte: br.-.com