INCC-M inicia abril com alta de 1,04% e acumula valorização de 6,28% em 12 meses.

Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) em Alta

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) apresentou um aumento de 1,04% em abril, intensificando a escalada em comparação à taxa de 0,36% registrada em março. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira, 27 de abril, pela Fundação Getulio Vargas. No acumulado dos últimos 12 meses, este indicador mostra uma valorização de 6,28%, indicando um cenário de custos cada vez mais pressionados no setor da construção civil.

Componentes que Influenciam o Aumento

A subida do índice foi impulsionada principalmente pelo grupo de Materiais, Equipamentos e Serviços, que teve uma alta de 1,35% no período, um aumento significativo em relação à alta de 0,27% observada no mês anterior. Um dos principais fatores nesta variação foi o aumento nos preços dos materiais para estrutura, que saltaram de 0,17% para 1,82%, sinalizando uma pressão acentuada nesta categoria. Além disso, o setor de serviços também apresentou uma aceleração, com variação de 0,97%, em contraposição aos 0,24% registrados anteriormente. O componente de Mão de Obra, por seu lado, manteve um caminho de alta, avançando 0,61% em abril, comparado a 0,47% na leitura anterior.

Principais Influências no Índice

Entre os itens que mais contribuíram para a elevação do índice, destacam-se:

  • Massa de concreto: de 0,10% para 4,39%
  • Tubos e conexões de PVC: de -0,05% para 5,11%
  • Blocos de concreto: de 0,50% para 1,48%
  • Cimento Portland comum: de 0,13% para 3,02%
  • Vergalhões e arames de aço ao carbono: de 0,03% para 0,91%

Por outro lado, alguns itens exerceram pressão negativa, como:

  • Material para sistema de exaustão: de -0,25% para -0,59%
  • Mármore e granito trabalhados: de 0,85% para -0,11%

Impactos Macroeconômicos do Aumento do INCC-M

Do ponto de vista macroeconômico, a aceleração do INCC-M tende a afetar diretamente o setor imobiliário e de infraestrutura. Essa elevação nos custos pode resultar no aumento das despesas relacionadas a novos projetos e na compressão das margens das construtoras. Esse cenário poderá influenciar decisões sobre investimentos, ajustes de preços repassados ao consumidor final, além de afetar a dinâmica do crédito habitacional. Ademais, as pressões contínuas nos custos da construção podem ter repercussões na inflação em geral, impactando as expectativas relacionadas a juros, câmbio e o comportamento do mercado de ações.

(FGV)

Fonte: br.-.com

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