Indicador de autoridades: Nomeado para a presidência, Kevin Warsh afirma que o Fed deve “permanecer em seu caminho” para garantir a independência.

Nomeação de Kevin Warsh para a Presidência do Federal Reserve

O indicado para a presidência do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmou na segunda-feira que o banco central deve ser amplamente independente da influência política, mas também deve permanecer focado em suas metas principais.

Compromisso com a Luta contra a Inflação

Em uma declaração que será apresentada na terça-feira ao Comitê Bancário do Senado, Warsh manifestou seu firme compromisso de combater a inflação, realizando apenas uma menção ao mercado de trabalho. “De maneira simples, a independência do Fed depende em grande parte do próprio Fed”, afirmou o ex-governador do Federal Reserve.

Críticas ao Papel do Fed

O discurso de Warsh também trouxe críticas que ele já levantou em anos recentes: o Fed teria, em várias ocasiões, extrapolado seus limites e se aventurado em áreas como mudança climática e desigualdade social. Ele declarou: “O Fed deve manter-se dentro de sua área de atuação. A independência do Fed está em risco máximo quando se desvia para políticas fiscais e sociais nas quais não possui nem autoridade nem expertise.”

Nomeação por Donald Trump

No final de janeiro, o presidente Donald Trump anunciou que Warsh seria sua escolha para substituir o atual presidente Jerome Powell. Desde que o processo de substituição começou, surgiram questionamentos sobre a capacidade de Warsh, ou qualquer outro nome indicado por Trump, de resistir à pressão constante do presidente e de outros membros da equipe da Casa Branca para reduzir as taxas de juros.

Independência Operacional do Fed

Embora Warsh tenha abordado a importância da independência política, ele fez várias ressalvas. “Não acredito que a independência operacional da política monetária esteja particularmente ameaçada quando autoridades eleitas — presidentes, senadores ou membros da Câmara — expressam suas opiniões sobre taxas de juros”, disse ele.

Além disso, Warsh afirmou que o Fed não goza da mesma independência em algumas de suas outras responsabilidades, em comparação à que possui ao definir taxas de juros e outros aspectos da política monetária. Ele mencionou especificamente “a administração de recursos públicos”, um ponto relevante à medida que avança uma investigação sobre a renovação da sede do Fed, que custou bilhões de dólares.

Obstáculos na Nomeação

Embora o mandato de Powell termine em maio, a nomeação de Warsh tem sido complicada por uma investigação que o Escritório do Promotor dos EUA em Washington, D.C., iniciou em relação ao projeto de renovação. O senador Thom Tillis, do Partido Republicano da Carolina do Norte, prometeu bloquear a nomeação de Warsh, impedindo que esta saia da comissão até que a investigação seja resolvida. Powell, por sua vez, se comprometeu a permanecer como presidente até que a questão seja esclarecida.

Confiança na Confirmação

Apesar dos potenciais obstáculos, os oficiais da administração estão confiantes de que a confirmação de Warsh ocorrerá. “A Casa Branca permanece focada em trabalhar com o Senado para confirmar rapidamente Kevin Warsh como o próximo presidente do Federal Reserve. As credenciais acadêmicas de Warsh, o sucesso no setor privado e sua experiência anterior no Conselho de Governadores do Fed o tornam eminente para restaurar a confiança e a competência na tomada de decisões do Fed”, afirmou o porta-voz da Casa Branca, Kush Desai.

Demandas de Trump em Relação ao Fed

Em ambos os seus mandatos, Donald Trump demandou que o Fed reduzisse as taxas de juros. Ele criticou Powell repetidamente, em várias ocasiões de forma pessoalmente contundente, e até chegou a ameaçar demiti-lo em diversos momentos. Além disso, Trump tentou remover a governadora Lisa Cook do cargo, tendo o caso atualmente aguardando uma decisão da Suprema Corte sobre a autoridade presidencial em relação a nomeações para o Fed.

Fonte: www.cnbc.com

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