Índice de Confiança da Construção (ICST)
O Índice de Confiança da Construção (ICST), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) – Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), apresentou um aumento de 1,0 ponto em novembro, alcançando 92,6 pontos. Este é o melhor nível verificado desde julho deste ano, quando o índice foi de 92,7 pontos. Ao considerar a média móvel trimestral, o indicador também mostrou uma evolução, com uma alta de 0,4 ponto, o que reforça um movimento consistente de recuperação observado no final de 2025.
Setores e Perspectivas da Construção
De acordo com a FGV IBRE, a melhora registrada no mês foi disseminada entre os principais segmentos do setor. Todavia, a área ainda não conseguiu recuperar o nível de confiança verificado no início do ano. Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE, afirmou que “Em novembro, a recuperação da confiança foi bem disseminada entre os principais segmentos setoriais, ainda assim, insuficiente para recuperar o patamar do início do ano. Pode-se dizer que, na média, as empresas permaneceram acusando um pessimismo moderado.” Castelo também destacou que o indicador de Evolução Recente continuou sua trajetória de recuperação, atingindo o melhor resultado desde março, período em que o movimento recente de queda teve origem. Com isso, nos últimos meses do ano, o setor voltou a apresentar ritmo de crescimento e projeta um aumento na demanda por mão de obra nos próximos meses. Assim, entre os fatores que indicam as dificuldades enfrentadas pelas empresas, em novembro houve uma diminuição nas assinalações relacionadas à Demanda Insuficiente, enquanto as que se referem à Escassez de Mão de Obra Qualificada aumentaram.
Componentes do ICST
A alta do ICST foi impulsionada tanto pela percepção mais otimista sobre a situação atual quanto pelo avanço das expectativas. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) subiu 0,6 ponto, atingindo 92,5 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-CST) cresceu 1,5 ponto, alcançando 93,0 pontos. Entre os componentes, o indicador de situação atual dos negócios teve uma alta de 1,5 ponto, chegando a 92,9 pontos, enquanto o volume da carteira de contratos recuou em 0,2 ponto, ficando em 92,1 pontos.
Expectativas Futuras
Do ponto de vista das expectativas, o indicador que mede a demanda prevista para os próximos três meses subiu 1,4 ponto, marcando 94,5 pontos. Já a tendência dos negócios para os próximos seis meses registrou um aumento de 1,5 ponto, alcançando 91,4 pontos, reforçando a percepção de uma recuperação gradual no setor.
NUCI da Construção
Por outro lado, o NUCI (Nível de Utilização da Capacidade Instalada) da Construção registrou uma queda de 2,4 pontos percentuais, situando-se em 77,6%. O NUCI de Mão de Obra teve uma diminuição de 2,8 pontos percentuais, alcançando 78,9%, enquanto o NUCI de Máquinas e Equipamentos recuou 1,2 ponto percentual, chegando a 73,0%.
Influência no Mercado
Considerando que o ICST é um indicador abrangente do setor de construção e não se refere a uma empresa específica, os movimentos desse índice tendem a influenciar o apetite por risco no mercado de ações, especialmente em empresas que estão expostas ao ciclo econômico. Além disso, o índice pode impactar as expectativas para o mercado de títulos públicos de médio e longo prazo, os quais respondem à percepção de atividade econômica e à demanda por crédito. No que diz respeito ao câmbio, os indicadores de confiança setorial tendem a ter um impacto limitado, embora contribuam de forma marginal para o humor geral dos investidores.
Fonte: br.-.com


