Inflação da Zona do Euro recua para 1,7% em janeiro

Inflação na Zona do Euro

Os dados preliminares divulgados nesta quarta-feira pelo Eurostat mostram que a inflação na zona do euro desacelerou para 1,7% em janeiro. Economistas consultados pela Reuters haviam previsto que a taxa de inflação diminuísse para 1,7%, uma queda em relação aos 2% registrados em dezembro.

A inflação núcleo, que exclui os preços mais voláteis de energia, alimentos, álcool e tabaco, situou-se em 2,2% em janeiro, mostrando uma leve redução em comparação aos 2,3% observados no ano até dezembro. Os dados mais recentes indicam que a taxa de inflação principal agora está abaixo da meta de 2% estabelecida pelo Banco Central Europeu, o que sugere que a instituição deve evitar novos cortes nas taxas de juros num futuro próximo.

Abordagem Cautelosa

O Banco Central Europeu (BCE) se reunirá na quinta-feira e é esperado que mantenha sua taxa de juros de referência em 2%. Economistas acreditam que não haverá mudanças nos próximos meses, embora observem que alguns fatores possam alterar a posição do BCE.

Lorenzo Codogno, fundador e economista-chefe da Lorenzo Codogno Macro Advisors, destacou que esses fatores podem incluir uma escalada das tensões geopolíticas, uma apreciação acentuada do euro ou números de inflação um pouco mais altos do que o esperado. “O BCE continua em uma ‘boa posição’, mas os porta-vozes da instituição podem se tornar mais relutantes em usar essa terminologia diante da incerteza e fragilidade globais”, afirmou em comentários enviados por e-mail na terça-feira.

Codogno também mencionou: “Continuo a ver um pequeno risco de baixa para as taxas de política monetária a curto prazo e um certo risco de alta no médio prazo. No entanto, o cenário base permanece o mesmo: sem mudanças em 2026 e 2027, com a barra para ação alta.”

Paul Hollingsworth, chefe de DM Economics no BNP Paribas Markets 360, concordou que o limite para qualquer ação política este ano é elevado, e o próximo movimento pode ser um aumento nas taxas de juros. “Vemos uma alta barra para qualquer ação política, e pressões de preços subjacentes mais fortes do que o previsto sugerem que o BCE favorecerá uma abordagem cautelosa por um período prolongado”, comentou em e-mails na semana passada.

Hollingsworth acrescentou: “Continuamos a ver o próximo movimento como um aumento, no terceiro trimestre de 2027, momento em que esperamos mais evidências de pressões de preços internos mais intensas, decorrentes do impacto de aumentos nos gastos com defesa e infraestrutura.”

Fonte: www.cnbc.com

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