Inflação no Brasil em Outubro
A inflação no Brasil apresentou um aumento abaixo das expectativas do mercado no mês de outubro, alcançando o menor nível registrado em 27 anos, desde 1998. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,09% em outubro, após uma alta de 0,48% no mês anterior, conforme indicou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, dia 11.
Expectativas do Mercado
Analistas consultados em uma pesquisa realizada pela Reuters esperavam um aumento de 0,16% para o IPCA.
Acumulado dos 12 Meses
No acumulado de 12 meses até outubro, o IPCA teve uma alta de 4,68%, em comparação ao registrado de 5,17% no mês anterior. Esse resultado permanece acima do intervalo estabelecido pela meta do Banco Central, que é de 3%, com uma margem de tolerância de até 4,5%.
Política Monetária
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou, também nesta terça-feira, que possui "maior convicção" de que a taxa básica de juros, fixada em 15% ao ano, é suficiente para garantir a convergência da inflação em torno da meta estabelecida.
Influência da Energia Elétrica
O principal fator que impactou o resultado do IPCA em outubro foi a energia elétrica, que registrou uma deflação de 2,39% no mês anterior, apresentando uma queda de 0,10 ponto percentual (p.p.).
Essa redução é consequência da alteração na bandeira tarifária, que passou de vermelha patamar 2, em vigor em setembro, com uma cobrança adicional de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos, para uma nova condição com redução nesta tarifa.
Variações nos Grupos de Despesas
Vestuário
O grupo Vestuário apresentou a maior variação no mês de outubro, alcançando 0,51%. As principais altas foram observadas em calçados e acessórios, que subiram 0,89%, e em roupas femininas, que mostraram uma valorização de 0,56%.
Despesas Pessoais
No grupo Despesas Pessoais, com alta de 0,45%, destacou-se o subitem que envolve serviços de empregado doméstico, com aumento de 0,52%, além do pacote turístico, que registrou uma alta de 1,97%.
Saúde e Cuidados Pessoais
O grupo Saúde e Cuidados Pessoais apresentou uma variação de 0,41%, sendo responsável por um impacto significativo sobre o índice mensal, com 0,06 p.p. Essa alta foi impulsionada principalmente pelos artigos de higiene pessoal, que subiram 0,57%, e pelos planos de saúde, com um aumento de 0,50%.
Transportes
A variação de 0,11% observada no grupo Transportes reflete a alta nas tarifas de passagens aéreas e preços dos combustíveis, exceto o óleo diesel, que teve uma redução de 0,46%.
No mesmo grupo, deve-se registrar a completa incorporação do reajuste médio de 14,34% nas tarifas de táxi em Campo Grande, com impacto de 0,07%. Esse reajuste está em vigor desde 12 de setembro e não havia sido considerado no índice do mês anterior.
Alimentação e Bebidas
O grupo Alimentação e Bebidas apresentou uma variação de apenas 0,01%. No que se refere à alimentação no domicílio, houve uma queda de 0,16%, destacando-se as reduções nos preços do arroz, que caiu 2,49%, e do leite longa vida, que teve uma diminuição de 1,88%.
Por outro lado, a alimentação fora do domicílio apresentou uma aceleração no índice, subindo para 0,46% na comparação de setembro para outubro.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


