Inflação ao Consumidor nos Países da OCDE
A inflação ao consumidor nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) voltou a apresentar crescimento em fevereiro, interrompendo um ciclo de desaceleração que teve início no segundo semestre do ano anterior. O índice anual de inflação subiu de 3,3% em janeiro para 3,4%, indicando uma dinâmica mais heterogênea entre as economias desenvolvidas e emergentes.
Movimento da Inflação entre os Países
O aumento da inflação não ocorreu de maneira uniforme. Em 13 dos 37 países com dados disponíveis, a inflação acelerou, enquanto nove registraram uma desaceleração e os demais mantiveram suas taxas estáveis. No entanto, o cenário geral demonstra um progresso no controle inflacionário, com 16 países apresentando taxas de inflação iguais ou inferiores a 2%. Entre os principais destaques, a Turquia e a Finlândia lideraram as altas mensais, enquanto a Noruega se destacou com a maior queda, impulsionada pela desaceleração nos preços de energia.
Situação no G7
Entre as principais economias globais, o G7 manteve a estabilidade com uma inflação anual de 2,1%. Observou-se um aumento apenas na França e na Itália, enquanto os Estados Unidos e o Reino Unido, que ainda operam acima da meta de 2%, não apresentaram variação durante o período. A OCDE salientou que “a inflação subjacente continuou a ser o principal motor” do índice geral nas economias do grupo.
Zona do Euro e G20
Na zona do euro, a inflação subiu de 1,7% para 1,9% em fevereiro e deve acelerar para 2,5% em março, conforme previsões preliminares fornecidas pela Eurostat, sendo esta variação impulsionada principalmente pelo comportamento dos preços de energia. No contexto do G20, o índice elevou-se para 3,7%, marcando a primeira alta desde maio de 2024, com pressões inflacionárias advindas de grandes economias emergentes como China, Índia e Indonésia. Em contraste, países como Brasil e África do Sul estão apresentando indícios de alívio inflacionário.
Fonte: br.-.com