Inflação na Zona do Euro
A inflação na zona do euro apresentou uma queda no mês passado, conforme dados divulgados nesta quarta-feira, 4 de janeiro. Essa diminuição marca uma fase de fraqueza que, de acordo com a maioria dos economistas, deve persistir por pelo menos um ano, levando o Banco Central Europeu a adotar um posicionamento de espera.
Queda dos Preços
O crescimento dos preços nos 21 países que utilizam o euro recuou para 1,7% em janeiro. Este é o nível mais baixo desde setembro de 2024 e foi influenciado pela redução nos preços da energia. Este resultado se alinha com as previsões elaboradas por economistas.
Inflação Subjacente
Uma métrica essencial da inflação subjacente, que exclui itens voláteis como energia, alimentos, álcool e tabaco, caiu de forma inesperada de 2,3% em dezembro para 2,2%. Essa redução ocorreu enquanto os preços no setor de serviços continuaram a apresentar uma tendência de diminuição.
Expectativas do Banco Central Europeu
Os dados apresentados não devem resultar em qualquer ação imediata por parte do Banco Central Europeu, que provavelmente manterá as taxas de juro inalteradas na quinta-feira, 5 de janeiro, e ao longo do restante do ano.
O banco central prevê que a inflação permaneça ligeiramente abaixo da meta de 2% neste ano e no próximo, com a expectativa de que retorne a esse patamar em 2028.
Oscilações na Inflação
A inflação tem se mantido em torno de 2% por pelo menos um ano, após uma série de aumentos de preços decorrentes da recuperação econômica pós-pandemia de Covid-19 e da invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, eventos que impactaram significativamente os custos dos combustíveis.
Divergências entre Economistas
Os economistas estão divididos sobre os próximos passos do Banco Central Europeu, questionando se a próxima ação será uma redução ou um aumento das taxas de juro. Algumas autoridades do BCE afirmam que ambos os movimentos são igualmente plausíveis no cenário atual.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


