Inflação pode aumentar novamente em setembro, mas impacto deve ser passageiro.

Inflação em Setembro

A inflação brasileira deverá mostrar um aumento no mês de setembro, influenciada pelo fim do desconto na tarifa de energia em conjunto com a finalização do bônus de Itaipu.

Fatores Contribuintes para a Aceleração da Inflação

O declínio da deflação nos preços dos alimentos e dos automóveis novos — que anteriormente se beneficiaram com a isenção do imposto sobre produtos industrializados (IPI) em virtude do programa carro sustentável — também deverá auxiliar no aumento inflacionário.

Expectativas de Mercado

As projeções indicam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve apresentar uma alta de 0,52% no mês e, ao longo dos últimos 12 meses, acumular um aumento de 5,21%. Este dado será divulgado na quinta-feira, dia 9, às 9h (horário de Brasília).

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Análise dos Economistas

Os economistas do mercado discutem que a inflação será influenciada por fatores não recorrentes, sugerindo uma desaceleração em outubro, especialmente em razão da redução da bandeira de energia elétrica, que deverá passar do patamar 2 para o 1.

A Monte Bravo, que prevê um aumento de 0,55% no IPCA de setembro, é uma das instituições que acredita que esse aumento é temporário.

Núcleos de Inflação

Os economistas destacam que os núcleos de inflação devem permanecer com comportamento controlado. A expectativa é de que a média suba 0,25% em setembro, resultando em um acréscimo de 5,3% em 12 meses.

No setor de serviços, o núcleo deve apresentar um aumento de 0,3%, sendo sustentado por incrementos em itens como alimentação fora de casa, reparos e locações. Em contrapartida, os setores de seguro voluntário de veículos e ingresso de cinema devem apresentar deflação.

Perspectivas para o Setor de Serviços

“O núcleo de serviços deverá manter-se elevado ao longo dos anos, com um avanço estimado de 7,0%, sinalizando uma resiliência inflacionária nesse segmento”, afirmam os especialistas.

Pressões sobre Produtos Intensivos em Trabalho

O Daycoval, que também projeta um aumento de 0,55% na inflação, argumenta que os itens que demandam maior quantidade de mão de obra permanecerão sob pressão, representando o principal desafio para o Banco Central.

Comportamento dos Bens Industriais

Os bens industriais devem registrar um aumento moderado, refletindo pressão nos preços de vestuário, mas devem manter um comportamento geral considerado “benigno”.

Expectativas para a Política Monetária

As análises das instituições financeiras revelam que as medidas subjacentes de inflação ainda requerem uma política monetária restritiva até o término do ano. A expectativa é de que a taxa Selic se mantenha em 15% até o final de 2025.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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