Um pacote de investimentos aproximado de R$ 20 bilhões foi anunciado para a região amazônica durante a COP30, que ocorreu em Belém. Essa iniciativa envolve parcerias entre o Ministério do Planejamento, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com o objetivo de impulsionar projetos sustentáveis e melhorar a infraestrutura das cidades da região. A informação foi divulgada pela ministra Simone Tebet em entrevista ao Bastidores CNN.
A ministra relatou: “Conversamos há dois anos, aqui em Belém, junto com o BNDES e o BID, sobre a importância de termos um olhar diferenciado para países amazônicos e para os estados amazônicos.”
O programa inclui uma linha de financiamento de US$ 1 bilhão que é dedicada especificamente à infraestrutura verde nas cidades amazônicas, onde reside mais de 70% da população da região Norte. “É preciso proporcionar condições econômicas e financeiras para que esses moradores tenham acesso a saneamento básico, água potável, moradias com banheiro e com teto solar. Tudo isso demanda investimento – por isso o BID criou essa linha de financiamento para as cidades resilientes”, destacou Tebet.
Primeira PPP Verde
Uma das iniciativas que já têm andamento no programa é a primeira Parceria Público-Privada (PPP) Verde de sustentabilidade, firmada com o governo do estado do Pará. Este projeto, avaliado em US$ 15 milhões, tem como objetivo restaurar uma área devastada que abrange 10 mil alqueires na cidade de Altamira, o que poderá gerar mais de 2 mil empregos em atividades relacionadas ao turismo e à visitação.
O BNDES, em colaboração com o BID, disponibilizará R$ 20 bilhões para o setor privado, focando em pequenos e médios empresários e cooperativas. A intenção é promover a bioeconomia e gerar empregos verdes, demonstrando que a preservação da floresta pode oferecer uma rentabilidade superior em comparação ao desmatamento.
Essa iniciativa é considerada um marco para a restauração florestal na Amazônia, com a meta de recuperar até 40% das áreas que foram destruídas nos próximos 15 a 20 anos. Tebet afirma: “Esse é um sonho, mas um sonho possível. Iniciamos o primeiro passo agora.” O governo federal atuará como avalista dos projetos, garantindo suporte financeiro em caso de necessidade.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br

