Intel sobe após Bank of America aumentar recomendação para compra

Intel sobe após Bank of America aumentar recomendação para compra

by Ricardo Almeida
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As ações da Intel (NASDAQ:INTC) apresentaram uma elevação de aproximadamente 5% nas negociações pré-mercado, depois que o Bank of America revisou a recomendação do papel, alterando-a de “Under Perform” para “Buy”, e elevou seu preço-alvo de US$ 96 para US$ 135.

O banco de investimento atribuiu essa mudança a uma melhora nas perspectivas em relação aos negócios de processadores para servidores da Intel, além da ampliação das oportunidades nas operações de fundição externa.

A Intel também é negociada na B3 por meio da BDR (BOV:ITLC34).

Bank of America eleva expectativas de lucros a longo prazo

A revisão das expectativas indica uma mudança significativa na percepção do Bank of America sobre o potencial de lucros futuros da Intel.

Com essa nova perspectiva, o banco acredita que a Intel terá capacidade de gerar lucros superiores a US$ 6 por ação até 2030, um valor que representa um aumento considerável em relação à estimativa anterior que variava entre US$ 3 a US$ 4 por ação.

Para determinar seu novo preço-alvo, o Bank of America aplicou um múltiplo de 25 vezes sobre a estimativa de lucro por ação projetada para 2030, que é de US$ 6,24, e descontou a avaliação em um período de dois anos.

Os analistas, liderados por Vivek Arya, afirmaram que a estrutura de avaliação anterior do banco, que se baseava na soma das partes e em projeções para 2028, “subestima muitos dos potenciais da empresa em CPUs e fundição que estão mais distantes no futuro”.

Oportunidade em expansão para CPUs de servidores

O Bank of America indicou que o setor de CPUs para servidores da Intel deverá se tornar um motor de crescimento relevante para a companhia durante o restante da década.

A previsão é de que a receita obtida com processadores para servidores ultrapasse os 40 bilhões de dólares até 2030, o que representaria aproximadamente 25% do que o banco estima ser um mercado endereçável total de 170 bilhões de dólares.

Um aspecto crucial dessa perspectiva otimista é o crescimento da inteligência artificial, que, de acordo com o Bank of America, aumentará a relevância estratégica das CPUs.

De acordo com o banco, os processadores estão evoluindo para além de suas funções tradicionais, passando a desempenhar um papel mais importante na coordenação de agentes autônomos de IA. Essa nova dinâmica no mercado pode potencialmente gerar um valor de cerca de US$ 70 bilhões até 2030.

O pipeline da fundição oferece potencial de crescimento adicional

O relatório também destacou as oportunidades crescentes para a divisão de fundição da Intel.

O Bank of America identificou diversos projetos promissores que poderiam impulsionar o crescimento futuro, entre os quais estão a produção de wafers da série M da Apple, wafers de TPU da MediaTek, além de propriedade intelectual e serviços de embalagem da Terafab, juntamente com programas adicionais de CPUs de servidor com base em ARM.

A recente colaboração da Intel com a Cadence em propriedade intelectual, que envolve o processo de fabricação 14A da empresa, foi ressaltada como um avanço significativo na construção de um ecossistema de fundições terceirizadas mais robusto e sustentável.

Baixa participação institucional é vista como potencial catalisador

O Bank of America observou que a Intel apresenta uma participação significativamente menor de investidores institucionais em comparação com sua dimensão.

Apesar de ter uma capitalização de mercado na ordem de aproximadamente US$ 540 bilhões, posicionando-a como a quinta maior empresa de semicondutores e infraestrutura de IA nos Estados Unidos, a Intel está presente em apenas 16% dos fundos do S&P 500.

De acordo com o banco, essa situação resulta na Intel sendo a segunda ação menos negociada dentro de um grupo de empresas comparáveis, vencida apenas por SanDisk.

Os analistas sugerem que um aumento na participação institucional poderia atuar como um fator adicional estimulante para a valorização futura das ações da empresa.

Comparação feita com a AMD

Para reforçar seu argumento, o Bank of America mencionou a experiência da AMD, que viu um aumento de 1.400 pontos-base na participação institucional durante o último ano.

No mesmo período, as ações da AMD valorizaram 309%, ilustrando o impacto positivo que alterações no posicionamento dos investidores podem ter sobre empresas de semicondutores.

Os riscos permanecem

Embora o Bank of America mantenha uma visão otimista, o banco reconheceu que existem vários riscos que podem comprometer sua tese de investimento.

Dentre esses fatores, destaca-se o aumento da concorrência de processadores baseados em ARM e arquiteturas de chips personalizadas, além da possibilidade de crescimento mais lento nos gastos com infraestrutura de IA e os riscos de execução relacionados à implementação das tecnologias de fabricação de próxima geração da Intel.

Nesse contexto, apesar dos desafios, o banco acredita que a melhoria na visibilidade em todos os negócios de processadores e fundição da Intel é um elemento que contribui para uma perspectiva de longo prazo mais favorável para a empresa.

Este conteúdo é meramente informativo e não deve ser considerado como aconselhamento financeiro, de investimento ou de qualquer outra natureza profissional. Não deve ser interpretado como uma recomendação de compra ou venda de quaisquer valores mobiliários ou instrumentos financeiros. Todos os investimentos acarretam riscos, incluindo a possibilidade de perda do capital principal. O desempenho passado não é um indicativo de resultados futuros. Recomenda-se realizar sua própria pesquisa e consultar um consultor financeiro qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento. Algumas partes deste conteúdo podem ter sido geradas ou auxiliadas por ferramentas de inteligência artificial (IA) e passaram por revisão da nossa equipe editorial para garantir precisão e qualidade.

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Fonte: br.-.com

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