O mercado de arte de luxo se recupera
Após um período de declínio, o mercado de arte de luxo está mostrando sinais de recuperação para investidores extremamente ricos.
Crescimento do portfólio de financiamento de arte
Alexandra Levitt Reach, especialista sênior em empréstimos do JPMorgan Private Bank, informou ao Business Insider que o portfólio de financiamento de arte de sua empresa cresceu 90% nos últimos três anos. Além disso, um relatório recente da Art Basel e UBS revelou que as vendas públicas e privadas aumentaram 6%, alcançando a marca de 25 bilhões de dólares em 2025, rompendo uma sequência de dois anos de quedas.
Levitt Reach destacou: "Estamos observando um aumento no interesse dos clientes pelo mercado de arte de luxo e na utilização de empréstimos garantidos por obras de arte como forma de diversificar as fontes de liquidez, enquanto permanecem ativos no mercado de arte."
Atração pelos ativos alternativos
Em um cenário de mercado incerto, os ativos alternativos podem ser uma maneira atraente para indivíduos extremamente ricos se protegerem contra a volatilidade macroeconômica. Um exemplo disso é o desempenho de várias bolsas da Hermes, que têm superado o S&P 500 por anos.
Entretanto, a compra de arte é um processo mais complexo do que escolher uma obra que você gosta e esperar que seu valor aumente, mesmo que o mercado esteja em baixa. Para isso, Levitt Reach delineou, para o Business Insider, três precauções principais a serem consideradas ao investir em arte.
(1) Não funciona como um ativo de investimento racional
Levitt Reach afirmou que, embora a arte possa ser uma maneira de diversificar um portfólio, ela não possui uma correlação confiável com os mercados, portanto, não deve ser vista como uma proteção. "Não há garantia de que o valor de uma obra de arte não diminuirá durante uma crise econômica", enfatizou.
Ela também observou que as avaliações são subjetivas: "A escassez, a proveniência, a qualidade das peças e o sentimento do colecionador entram na equação do valor da arte, ao contrário dos mercados públicos, que funcionam de maneira diferente."
(2) Altos custos de manutenção
Exibir pinturas em casa é frequentemente visto como um símbolo de riqueza e status. No entanto, para aqueles que compram obras de arte com fins de investimento, mantê-las guardadas pode fazer mais sentido financeiro, embora isso também acarrete custos, como taxas de armazenamento e transporte.
"Quando os clientes compram arte em uma galeria ou leilão, a instalação geralmente é um processo longo e caro", relatou um consultor para clientes da Citi que investem em arte de luxo ao Business Insider.
(3) Ausência de geração de renda
Levitt Reach ressalta que é importante lembrar que os investimentos em arte funcionam estritamente como uma reserva de valor e devem ser considerados dessa maneira. Isso contrasta com ativos que geram rendimento, como ações e títulos.
"Se as obras são mantidas para fins de investimento, é provável que estejam em instalações de armazenamento apenas para preservar as peças, mas não estão gerando renda", acrescentou. "Como investidores, isso também é algo muito importante a ser considerado, enquanto há outras opções que oferecem dividendos de interesse a partir de outros investimentos."
Fonte: www.businessinsider.com