Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S)
No início de abril de 2026, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apresentou uma elevação de 0,91% na primeira quadrissemana do mês, mantendo a tendência de alta da pressão inflacionária observada nas leituras anteriores. Ao se considerar o acumulado nos últimos 12 meses, o indicador registra um aumento de 3,87%, o que sinaliza uma trajetória ainda significativa para o custo de vida no Brasil.
Componentes da Variação do IPC-S
A análise mais recente do IPC-S revela um panorama de inflação disseminada, com quatro das oito classes de despesa apresentando uma aceleração em suas taxas de variação. O grupo que mais contribuiu para a pressão sobre o índice geral foi o de Transportes, que viu sua variação subir de 1,51% na quarta quadrissemana de março de 2026 para 2,24% na primeira quadrissemana de abril de 2026.
Além do grupo de Transportes, outros setores também contribuíram para o aumento da inflação nesse período. O setor de Alimentação teve uma alta que passou de 1,31% para 1,56%. Por sua vez, o agrupamento Educação, Leitura e Recreação, que estava em um cenário de queda, passou de -0,97% para -0,57%, indicando uma redução no ritmo de diminuição dos preços. O setor de Saúde e Cuidados Pessoais também avançou, subindo de 0,05% para 0,28%, aumentando sua influência positiva para o indicador inflacionário.
Grupos com Redução nas Pressões de Preços
Em oposição ao que foi observado em outros grupos, alguns segmentos apresentaram um arrefecimento nas pressões inflacionárias. O grupo de Despesas Diversas desacelerou de 1,70% para 1,06%. O setor de Comunicação teve uma baixa de 0,10% para 0,04%. O segmento de Vestuário recuou ligeiramente de 0,48% para 0,43%, enquanto Habitação teve uma leve redução, passando de 0,36% para 0,35%.
(fgv)
Fonte: br.-.com