Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S)
Na quarta quadrissemana de maio de 2026, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou um avanço de 0,60%. Com este resultado, o indicador acumula uma alta de 4,11% nos últimos doze meses, evidenciando a persistência das pressões inflacionárias em determinados segmentos do consumo das famílias brasileiras.
Desempenho dos Grupos Compondo o IPC-S
Os dados disponíveis indicam que metade dos grupos que integram o IPC-S apresentaram uma desaceleração em comparação à leitura anterior. O grupo com o maior destaque foi o de Transportes, que viu sua taxa mudar de uma queda de 0,46% na terceira quadrissemana de maio para um recuo de 0,71% na quarta leitura do mês. Essa movimentação foi crucial para limitar uma possível aceleração ainda maior do indicador geral.
Além de Transportes, outros grupos também mostraram uma perda de intensidade nas suas variações. O grupo de Alimentação desacelerou de 1,44% para 1,29%. Da mesma forma, o grupo Saúde e Cuidados Pessoais apresentou uma queda de 0,62% para 0,47%, enquanto Educação, Leitura e Recreação viu sua variação recuar de 0,22% para 0,20%.
Segmentos que Ajudaram na Alta do IPC-S
Por outro lado, alguns segmentos experimentaram um aumento em suas taxas de variação, contribuindo para a alta geral do IPC-S. O grupo de Habitação avançou de 1,02% para 1,18%. O Vestuário também teve um incremento, passando de 0,61% para 0,99%. Outros grupos que registraram aumento em suas taxas foram Despesas Diversas, que passou de 1,34% para 1,38%, e Comunicação, que teve uma variação de 0,06% para 0,09%.
Esses dados demonstram a complexidade da inflação e seu impacto nos diferentes segmentos de consumo, refletindo as múltiplas forças que influenciam a economia do país.
(fgv)
Fonte: br.-.com