IPCA-15: Prévia da Inflação Brasileira
O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15), prévia da inflação brasileira, registrou um aumento de 0,20% em janeiro, cifra inferior às expectativas do mercado e menor que a alta de 0,25% observada no mês anterior. A informação foi divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na terça-feira, dia 27 de janeiro.
Acumulação da Inflação nos Últimos 12 Meses
Com o resultado, o índice passou a acumular uma alta de 4,50% nos últimos 12 meses, atingindo o teto da meta oficial do Banco Central, em comparação aos 4,41% dos 12 meses anteriores.
Expectativas do Mercado
Analistas da Reuters esperavam um aumento de 0,21% para o IPCA-15 em janeiro. As projeções para o índice ao longo de 12 meses indicavam um avanço de 4,51%.
Meta de Inflação do Banco Central
A meta de inflação estabelecida pelo Banco Central é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
Cronograma da Política Monetária
A divulgação da prévia da inflação ocorreu um dia antes da primeira reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) em 2026. A expectativa do mercado é de que o Banco Central mantenha a taxa de juros na quarta-feira, dia 28, com uma possível redução da Selic prevista para março.
Grupos de Produtos e Serviços do IPCA-15
Dos nove grupos que compõem o IPCA-15, dois registraram queda em janeiro. O grupo de Habitação teve uma redução de 0,26%, enquanto Transportes apresentou um recuo de 0,13% no período.
Variações em Outros Grupos
Os demais grupos variaram entre 0,05%, no caso de Educação, até 0,81% em Saúde e Cuidados Pessoais.
Saúde e Cuidados Pessoais Tem Maior Impacto
Entre as altas observadas na prévia da inflação, o grupo Saúde e Cuidados Pessoais apresentou o maior impacto sobre o IPCA-15, com uma contribuição de 0,11 pontos percentuais (p.p.) e uma variação de 0,81% em janeiro, conforme os dados do IBGE. Os artigos de higiene pessoal tiveram uma elevação de 1,38%, enquanto os planos de saúde variaram 0,49% na mesma comparação.
Avanços em Comunicação e Artigos de Residência
O grupo Comunicação teve um aumento de 0,73%, sendo a segunda maior variação, estimulada pelo aumento de 2,57% no preço de aparelhos telefônicos. Após uma queda de 0,64% em dezembro, a variação de 0,43% nos artigos de residência foi impulsionada pela alta de itens de TV, som e informática, que subiram 1,79%.
Alimentação e Bebidas Aceleram
O grupo de Alimentação e Bebidas, que representa a parte mais relevante do índice, acelerou na transição de dezembro para janeiro, passando de uma variação de 0,13% para 0,31%. A alta interrompeu uma sequência de sete meses consecutivos de queda, com a alimentação no domicílio subindo 0,21%.
Principais Alimentos que Contribuíram
Os principais produtos que contribuíram para essa aceleração foram:
- Tomate: 16,28%
- Batata-inglesa: 12,74%
- Frutas: 1,65%
- Carnes: 1,32%
Quedas Notáveis no Grupo de Alimentação
Entre os alimentos que apresentaram quedas, destacaram-se os preços do leite longa vida, que caiu 7,93%, do arroz, com um desconto de 2,02%, e do café moído, que recuou 1,22%, conforme as informações do IBGE.
Alimentação Fora do Domicílio
A alimentação fora do domicílio registrou uma variação de 0,56% em janeiro, com aumentos nas despesas com lanche (0,77%) e refeições (0,44%).
Transportes: Quedas e Aumentos
Em relação ao grupo de Transportes, houve uma queda de 0,13% em janeiro, influenciada pela redução no preço da passagem aérea, que caiu 8,92%, e pelo ônibus urbano, que recuou 2,79%. Essa diminuição deve-se, em parte, à implementação da tarifa zero aos domingos e feriados em Belo Horizonte.
Aumento nos Combustíveis
Por outro lado, as despesas com combustíveis subiram 1,25%, refletindo aumentos de 3,59% no etanol, 1,01% na gasolina, 0,11% no gás veicular e 0,03% no óleo diesel.
Impactos na Energia Elétrica e Índices Regionais
O grupo de Habitação também apresentou uma queda de 0,26% em janeiro, resultado da redução de 2,91% na energia elétrica residencial, o que gerou o maior impacto negativo no mês, com uma contribuição de -0,12 p.p..
Mudança na Bandeira Tarifária
Em dezembro, estava em vigor a bandeira tarifária amarela, que implicava uma cobrança adicional de R$ 1,885 para cada 100 kWh consumidos. Em janeiro, a bandeira vigente é a verde, que não apresenta custos adicionais para os consumidores.
Variações Regionais
Segundo o IBGE, a maior variação entre regiões foi observada em Recife, com 0,64%, impulsionada pelo aumento nos preços da gasolina e nos itens de higiene pessoal. O menor resultado foi registrado em São Paulo, com -0,04%, refletindo quedas no leite longa vida e na energia elétrica residencial.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br