Resultados financeiros da Boeing (BA) no 4º trimestre de 2025

Resultados da Boeing no Quarto Trimestre de 2025

A Boeing Co. divulgou um aumento significativo em sua receita no quarto trimestre de 2025, superando as expectativas de Wall Street, à medida que a recuperação da empresa se intensifica após anos de crises.

Entregas de Aeronaves em Alta

As entregas de aeronaves da empresa no último ano foram as mais altas desde 2018, contribuindo para o crescimento da receita. A Boeing registrou uma receita de 23,9 bilhões de dólares nos últimos três meses de 2025, representando um aumento de 57% em comparação com o mesmo período de 2024, superando as previsões dos analistas. O fluxo de caixa atingiu 400 milhões de dólares, valor que é aproximadamente o dobro do que Wall Street esperava.

Mensagem do CEO

O CEO Kelly Ortberg comunicou aos funcionários que a empresa está avançando, destacando que "há muito o que ser otimista" em relação a 2026. Ele ressaltou que, com o progresso, surgem expectativas. "Nossos clientes e partes interessadas esperam mais de nós neste ano", afirmou Ortberg.

Expectativas do Mercado

De acordo com as estimativas de analistas reunidas pela LSEG, os resultados que Wall Street esperava para a Boeing no quarto trimestre foram:

  • Lucro por ação: 9,92 dólares ajustados, comparados a uma perda esperada de 39 centavos.
  • Receita: 23,95 bilhões de dólares em relação a 22,6 bilhões de dólares projetados.

O lucro por ação reportado de 9,92 dólares incluiu o impacto da venda da unidade de navegação aérea Jeppesen da Boeing.

A companhia também superou as expectativas de receita de sua divisão de aeronaves comerciais, reportando 11,38 bilhões de dólares em comparação a uma previsão de 10,72 bilhões de dólares, o que representa um aumento de quase 140% em relação ao ano anterior. A receita da unidade de defesa cresceu 37% em relação ao quarto trimestre de 2024, totalizando 7,42 bilhões de dólares.

Desafios Persistentes

Apesar do progresso, a Boeing enfrenta um longo caminho até a entrega de aeronaves atrasadas, algumas das quais ainda aguardam aprovação das autoridades regulatórias para serem entregues a clientes ao redor do mundo. No último ano, a Boeing entregou 600 aeronaves a clientes, quase o dobro do número de 2024 e o maior volume desde 2018. Ortberg, que voltou da aposentadoria para liderar a fabricante em 2024, e outros executivos indicaram que mais aumentos na produção estão previstos para os próximos meses.

Importância das Entregas

As entregas são fundamentais para os fabricantes de aeronaves, pois os clientes pagam a maior parte do preço de uma aeronave na entrega. Para a Boeing, esse aumento é crucial após a empresa ter enfrentado uma perda de aproximadamente 40 bilhões de dólares desde o primeiro trimestre de 2019, após o segundo de dois acidentes fatais do modelo 737 Max, que mergulhou a fabricante em uma crise duradoura. A pandemia de Covid-19, questões residuais na cadeia de suprimentos e escassez de mão de obra, além de uma série de problemas de produção, continuam a afetar a maior exportadora dos Estados Unidos em termos de valor.

No mês passado, a Boeing entregou 63 jatos a clientes, dos quais 44 eram modelos 737 Max.

Comparativo com a Airbus

A Airbus ainda entregou um número maior de aeronaves que a Boeing no último ano, totalizando 793, embora esse número esteja abaixo do recorde de 863 aeronaves que o fabricante europeu entregou em 2019. Contudo, a Boeing superou a Airbus em pedidos líquidos, com 1.173 pedidos em 2025, contra 889 da concorrente europeia. As companhias aéreas estão começando a olhar para a década de 2030, garantindo slots de entrega à medida que planejam expansão e substituição de aviões mais antigos e menos econômicos em termos de consumo de combustível. Recentemente, a Boeing teve a Alaska Airlines e a Delta Air Lines como clientes para entregas na próxima década.

Expectativas dos Investidores

Apesar do progresso, a Boeing ainda não está completamente livre de dificuldades. Os acionistas estarão atentos às declarações da liderança da empresa sobre qual ritmo de entregas é mais realista para este ano. A fabricante ainda precisa da aprovação da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) para aumentar a produção do 737 Max além de 42 unidades por mês, uma exigência imposta pelo regulador após um incidente quase catastrófico que ocorreu em janeiro de 2024.

Os investidores provavelmente buscarão uma estimativa mais firme sobre os cronogramas de certificação longamente atrasados dos modelos 737 Max 7 e Max 10, bem como do 777X, que se tornará o maior modelo de fuselagem larga da Boeing. Também buscam atualizações sobre o setor de defesa da empresa, onde há atrasos, incluindo os dois modelos 747 que servirão como próximas aeronaves Air Force One.

A Boeing realizará uma conferência telefônica para discutir os resultados financeiros às 10h30 ET.

— Contribuição de Laya Neelakandan, CNBC.

Esta é uma notícia em desenvolvimento. Consulte regularmente para atualizações adicionais.

Fonte: www.cnbc.com

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