Irã pode ter instalado minas no Estreito de Ormuz; tráfego de navios sofre queda significativa

Instalação de Minas no Estreito de Ormuz

Agências de notícias semi-oficiais do Irã relataram, nesta quinta-feira (9), a divulgação de um gráfico que sugere a instalação de minas marítimas pela Guarda Revolucionária Islâmica no Estreito de Ormuz durante o conflito recente.

A imagem apresentada descreve um amplo círculo classificado como “zona de perigo” sobre o Esquema de Separação de Trânsito, que é a principal rota utilizada por navios que transitam por essa passagem estratégica.

Conforme informações contidas no material, as embarcações seriam instruídas a navegar mais ao norte, próximas à costa iraniana. Durante o período de guerra, algumas dessas embarcações foram observadas utilizando essa rota alternada.

O gráfico é referente a um período entre 28 de fevereiro e 9 de abril, mas não esclarece se as minas teriam sido desativadas após o cessar-fogo anunciado na última terça-feira (7). Essa incerteza gera preocupações sobre a segurança na rota marítima.

Estreito de Ormuz Parcialmente Fechado

Os dados mais recentes corroboram o impacto da tensão na região. Segundo informações da plataforma de análise Kpler, apenas quatro navios com sistemas de rastreamento ativos conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz na quarta-feira (8), que foi o primeiro dia completo após o início da trégua entre os Estados Unidos e o Irã.

Entretanto, é possível que o número de embarcações que atravessaram o estreito seja maior, já que o levantamento não considera as embarcações da chamada “frota escura”. Essas operam com os rastreadores desligados, uma prática comum entre os navios que transportam petróleo iraniano sob as sanções internacionais vigentes.

Um relatório elaborado pela Citrini Research, que enviou um analista à região, destaca que cerca de metade dos petroleiros que atravessam o estreito não são detectados. Essa situação ocorre porque essas embarcações estão navegando com transponders desligados ou transmitindo informações falsas sobre sua localização.

Além disso, é importante notar que muitos também optam por evitar o canal principal, utilizando um corredor menos visível que se localiza próximo à ilha de Qeshm.

O documento ainda salienta que o Irã estaria permitindo a passagem controlada de embarcações, exigindo autorizações prévias para que elas possam navegar nas proximidades de seu território. Isso resulta na criação de um “ponto de controle funcional” ao invés de um bloqueio total.

*Informações obtidas do Estadão Conteúdo

Fonte: www.moneytimes.com.br

Related posts

Alphabet, proprietária do Google, apresenta resultados surpreendentes e ações disparam em Nova York.

Meta, controladora do Facebook, ajusta projeção de investimento para 2026 e receita do primeiro trimestre supera expectativas.

Lucro da Suzano (SUZB3) despenca 32%, alcançando R$ 4,3 bilhões devido a influências cambiais.

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Ao continuar navegando em nosso site, você concorda com o uso de cookies conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Você pode alterar suas preferências a qualquer momento nas configurações do seu navegador. Leia Mais