Esforços para Equilíbrio Fiscal
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta quarta-feira, 26 de setembro, que o esforço para equilibrar a proposta de isenção do Imposto de Renda para pessoas que ganham até R$ 5 mil foi direcionado aos mais ricos, sem gerar impacto para os mais pobres.
Sancionamento do Projeto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou o projeto em uma cerimônia realizada no Palácio do Planalto. Segundo Haddad, o “andar de cima foi convidado a fazer o ajuste”.
Abordagem Diferente
O ministro ressaltou: “Resolvemos fazer diferente. Esse projeto é neutro do ponto de vista fiscal, mas tudo que fizemos para ajustar as contas, e que causa certa revolta em algumas pessoas, é que o andar de cima foi convidado a fazer o ajuste, não foi o andar de baixo”.
Foco nos Contribuintes de Renda Alta
Haddad sublinhou que, ao contrário de períodos anteriores, as medidas voltadas para o aumento de arrecadação têm se concentrado em contribuintes com rendas mais elevadas e em setores que recebem benefícios tributários considerados excessivos. De acordo com ele, essa estratégia possibilitou uma ampliação na faixa de isenção do Imposto de Renda.
Compromissos de Campanha
O ministro informou que a proposta foi apresentada ao presidente Lula no Palácio da Alvorada em agosto do ano passado. A equipe considerou que o compromisso de campanha de elevar a faixa de isenção não poderia ser abandonado, estabelecendo um objetivo claro.
Tramitação no Congresso
Haddad também compartilhou detalhes sobre os bastidores da tramitação do projeto no Congresso, comentando que não esperava que o projeto fosse aprovado de modo unânime.
Reações ao Resultado
De acordo com Haddad, a reação ao resultado da votação confirmou o impacto político da medida. Ele observou: “Muita gente chorou, muita gente comemorou”.
Importância do Apoio Legislativo
O ministro enfatizou que a aprovação do projeto foi possível graças ao apoio do Congresso Nacional, destacando a relevância dos presidentes da Câmara e do Senado na construção do acordo político.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br