Isso te dará ‘uma vantagem competitiva’.

Melody Wilding tem se deparado com muitos funcionários frustrados. Seja por não conseguirem entender o que seus supervisores desejam, por se sentirem negligenciados em relação a projetos e promoções, ou por estarem sobrecarregados com as políticas internas do escritório, ela relata em seu livro que, na maioria das vezes, esses problemas se resumem a uma questão central: “eles não sabem como gerir a relação com seus superiores”.

O termo “gerenciar para cima” pode evocar ideias ultrapassadas de manter um perfil baixo e agradar aos superiores e líderes seniores. Contudo, em “Gerenciando para Cima: Como Obter o que Você Precisa das Pessoas no Comando”, Wilding define gerenciar para cima como “navegar estrategicamente em relacionamentos com aqueles que possuem mais poder posicional que você, especificamente seus supervisores”.

Wilding, colaboradora da CNBC Make It, baseia-se em sua experiência como terapeuta, professora de comportamento humano e coach executivo, tendo trabalhado com milhares de profissionais — incluindo em empresas como Google, Amazon e outras da lista Fortune 500. Ela também realizou dezenas de entrevistas e uma pesquisa com 12 mil pessoas. O resultado é um livro repleto de estratégias práticas, roteiros e anedotas que se mostram pertinentes.

O objetivo dela é “mostrar exatamente como aplicar os princípios de inteligência emocional, influência, persuasão, negociação e outros para proporcionar a você uma vantagem competitiva no trabalho”. Essas habilidades podem ser necessárias para lidar com um chefe controlador, estabelecer limites em uma cultura de trabalho sempre ativa, navegar pelos rumores do escritório, fornecer feedback sensível ao seu supervisor, avaliar ofertas de trabalho alternativas, entre outras situações comuns no ambiente profissional.

A CNBC Make It selecionou “Gerenciando para Cima” como nosso livro do clube de leitura de setembro porque, como afirma Wilding, “você merece mais do que simplesmente ‘sobreviver’ no trabalho”. Você merece “sentir-se confiante, valorizado e forte ao interagir com aqueles que estão acima de você”.

Caso você ainda não tenha lido o livro de Wilding ou precise de um resumo rápido antes de se juntar a nós na discussão que ocorrerá na quarta-feira em nosso grupo privado no LinkedIn, aqui estão alguns pontos-chave a serem considerados.

As 10 principais conversas a serem mantidas

Wilding estrutura seu livro em torno de dez conversas essenciais, que são geralmente contínuas, ao invés de serem pontuais, variando de situações formais a informais, e do básico ao avançado.

  1. A conversa de alinhamento: “Trata-se de entender como seu trabalho se encaixa no quadro geral e garantir que você e seu chefe concordem sobre o que constitui sucesso”, escreve Wilding. Você deve descobrir quais são as necessidades e prioridades do seu gerente e como se concentrar em trabalhos significativos e “promovíveis”.
  2. A conversa sobre estilos: Refere-se a aprender a “decodificar os estilos de comunicação e hábitos de trabalho do seu chefe”, além de desenvolver autoconsciência e confiança para afirmar suas próprias necessidades “de uma forma que commande respeito e mantenha os superiores ao seu lado”.
  3. A conversa sobre propriedade: Trata-se de superar uma mentalidade júnior de apenas cumprir ordens e avançar com novas ideias. Wilding deseja que você “aprenda a resolver os problemas certos, alinhar seu gerente e outros e agir de maneira ponderada para minimizar a resistência”.
  4. A conversa sobre limites: Esta envolve avaliar quando e como recusar tarefas, mantendo a reputação de colaborador de equipe.
  5. A conversa sobre feedback: Trata-se de compartilhar críticas construtivas com seu chefe e com a hierarquia de forma a garantir que sua voz seja ouvida e sua contribuição levada a sério. Wilding também aborda como lidar com comentários ofensivos e como navegar em situações de retaliação.
  6. A conversa sobre networking: Este tema enfatiza a importância de olhar para além do seu chefe e buscar outros tomadores de decisão e pessoas influentes, construindo capital social e ajudando a obter o que você deseja e precisa, sem se sentir desconfortável.
  7. A conversa sobre visibilidade: Aqui, o foco é garantir que suas conquistas — as adequadas — sejam vistas e recompensadas. Wilding compartilha dicas sobre como contar histórias para atrair as oportunidades desejadas, além de roteiros a serem usados quando alguém toma crédito pelo seu trabalho, por exemplo, ou quando suas opiniões são ignoradas.
  8. A conversa sobre avanço: Esta conversa é sobre se posicionar para assumir projetos maiores, mais responsabilidades ou um novo papel. Você precisará pensar em alinhar-se às necessidades da empresa, conseguir o apoio do seu chefe e lidar com objeções.
  9. A conversa sobre dinheiro: Embora possa ou não ocorrer em conjunto com a conversa sobre avanço, este tópico aborda como superar estigmas e medos para negociar de forma eficaz um salário inicial mais alto, um aumento ou outros benefícios valiosos.
  10. A conversa sobre despedida: Aqui, trata-se de fazer a transição de um emprego de maneira que mantenha sua reputação e relacionamentos positivos, escrevendo Wilding. Porque “como você sai é como será lembrado”.

Adapte seu enfoque

Suas interações com seu chefe não serão idênticas às interações de seu amigo com o chefe dele. Todas essas conversas podem e devem ser adaptadas com base em estilos, personalidades, metas, circunstâncias e contexto.

Wilding insere sugestões ao longo do texto para ajudar você a personalizar roteiros e estratégias. Por exemplo, ela ajuda a determinar se seu chefe é um Comandante, Torcedor, Cuidador ou Controlador — e compartilha dicas sobre como abordar cada um deles em diferentes cenários.

Saiba o que você quer — e deixe evoluir

No início do livro, Wilding incentiva os leitores a definirem sua visão para um ano. “Antes de poder alinhar-se com os outros, você precisa saber o que você deseja”, escreve. “Imagine-se 365 dias a partir de agora, tendo o melhor dia de trabalho possível. O que você está fazendo? Com quem você está interagindo? O que torna este dia distinto e o faz parecer gratificante e energizante?”

Ela incentiva as pessoas a utilizarem sua visão de um ano como um roteiro para muitas das conversas ao longo do livro — e a revisitar e atualizar essa visão conforme crescem.

Comece pequeno — será mais fácil

Essas conversas podem ser intimidadoras. Isso ocorre também com os funcionários inteligentes e talentosos que Wilding frequentemente orienta. “Comece pequeno se precisar”, escreve. “Mantenha o foco e as conversas se tornarão um pouco mais fáceis, um pouco mais naturais”.

Por fim, “o objetivo deste livro não é simplesmente mudar a maneira como você lida com seu chefe ou pessoas em posição de poder, mas sim mudar como você vê a si mesmo“, escreve Wilding. “Em vez de estar à mercê das decisões ou humores dos outros, agora você possui as ferramentas necessárias para assumir o controle”.

Pronto para mergulhar? Comece a leitura, solicite a participação em nosso grupo do LinkedIn, e participe da discussão conosco e com Wilding na quarta-feira, 1º de outubro, às 10h, horário do leste dos Estados Unidos, em nossa próxima discussão do Clube do Livro CNBC Make It.

Alguma pergunta para a autora? Deixe suas perguntas nos comentários deste post do LinkedIn (você precisará entrar em nosso grupo privado primeiro, o que pode ser feito aqui). Ou envie-as antecipadamente por e-mail para nós em askmakeit@cnbc.com, utilizando o assunto “Pergunta para Melody Wilding”.

Quer se destacar? Nossa escolha de outubro é “Os 5 Tipos de Riqueza: Um Guia Transformador para Projetar Sua Vida dos Sonhos”, de Sahil Bloom.

Tem sugestões para futuras leituras? Envie para nós em askmakeit@cnbc.com, utilizando o assunto “Sugestão para o clube do livro Make It”.

Fonte: www.cnbc.com

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