Itaú BBA considera ações 'subvalorizadas' e ajusta preço-alvo em US$ 20

Itaú BBA considera ações ‘subvalorizadas’ e ajusta preço-alvo em US$ 20

by Ricardo Almeida
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Recomendações do Itaú BBA sobre a Ternium

O Itaú BBA caracteriza a Ternium (TX) como uma empresa “barata”, em processo de melhora e repleta de oportunidades. O banco elevou a recomendação para as ações da companhia, que são negociadas na Bolsa de Nova York (NYSE), de neutra para compra na data de 25 de março.

Além disso, o Itaú BBA revisou o preço-alvo para as ações da Ternium, fixando-o em US$ 59 ao final deste ano, o que representa um potencial de valorização de 25,6% sobre o preço de fechamento registrado na última sexta-feira, 22 de março. Este novo valor está 25% acima das projeções do consenso da Bloomberg, sendo que o preço-alvo anterior era de US$ 39.

A equipe de analistas, liderada por Daniel Sasson, acredita que a Ternium apresenta avanços significativos nos preços de seus produtos no México. Além disso, eles indicam um risco positivo relacionado à possibilidade de redução das tarifas de importação nos Estados Unidos, em decorrência da renegociação em curso do Acordo EUA-México-Canadá (USMCA).

Os analistas também projetam resultados “mais fortes” para a Ternium no Brasil neste ano, devido à competição menos feroz com produtos importados, o que é reforçado pelas medidas de proteção antidumping. Além disso, a análise aponta para “ventos favoráveis” advindos da situação econômica na Argentina.

Expectativas em relação ao USMCA

No relatório, o Itaú BBA expressa otimismo em relação a um acordo comercial entre os Estados Unidos e o México no âmbito do USMCA. Contudo, destacam que uma resolução antes de 1º de julho é considerada “improvável”. Essa visão é também corroborada por outras empresas do setor, como ArcelorMittal, Gerdau (GGBR4) e Nucor.

Os analistas afirmam que a Ternium está bem posicionada para tirar proveito de um potencial novo acordo, visto que sua planta de Pesquería se alinha com regras de origem mais rigorosas para o setor automotivo. Além disso, o “Plano México” está estruturalmente alinhado com o crescimento regional de longo prazo da companhia.

De acordo com a análise, os preços praticados no México podem se aproximar dos preços norte-americanos caso o governo do presidente Trump decida reduzira as tarifas de importação, o que beneficiaria diretamente a Ternium.

Vistas para um ambiente favorável

O Itaú BBA avalia que, após um período de intensa competição com produtos importados no Brasil, há expectativa de uma melhora nos números da companhia no segundo semestre deste ano.

Os analistas destacam que, após a implementação das medidas antidumping para aço plano no primeiro trimestre de 2026, a indústria brasileira observou uma redução significativa nas exportações de aço provenientes da China e da Coreia do Sul. Isso leva os especialistas a crer que os próximos meses serão marcados por um ambiente mais favorável para as siderúrgicas brasileiras, resultando em preços e volumes de vendas maiores.

Ademais, o banco antecipa uma recuperação do mercado siderúrgico argentino, impulsionada por um cenário macroeconômico mais positivo, com inflação controlada, taxas de juros baixas e um crescimento do PIB resiliente, aliado a iniciativas de investimento do governo, como o programa conhecido por Regime de Incentivo para Grandes Investimentos (RIGI).

Novas estimativas para a Ternium

Com as revisões nas estimativas, o Itaú BBA agora projeta que o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Ternium alcance US$ 2,7 bilhões neste ano, um aumento de 59% em relação à previsão anterior.

Os analistas informam que essa revisão na projeção de Ebitda considera os resultados do primeiro trimestre de 2026, a expectativa da Ternium de um aumento no Ebitda no segundo trimestre, impulsionado por embarques mais elevados no México e na Argentina, além de preços mais altos nos dois países. Eles também apostam em um cenário mais favorável no Brasil no segundo semestre de 2026.

O banco estima que o Ebitda possa chegar a aproximadamente US$ 3,2 bilhões em 2027, representando um crescimento de 19% em relação ao ano anterior e um aumento de 34% em comparação ao modelo anterior. Essa estimativa leva em conta os benefícios proporcionados pela planta de Pesquería e um desempenho mais forte do que o esperado para 2026.

O Itaú BBA ainda acredita que 2026 será “o fundo do poço” para o Fluxo de Caixa Livre (FCF), prevendo “um ponto claro de inflexão” após o avanço da planta de Pesquería.

Embora as projeções para o FCF desse ano ainda apresentem um leve desvio negativo de 2%, os analistas aguardam uma recuperação significativa a partir de 2027, em função do aumento no Ebitda e da normalização dos investimentos.

Nas contas do banco, o capex deve reduzir-se de cerca de US$ 2 bilhões em 2026 para aproximadamente US$ 1,2 bilhão no ano seguinte, após a conclusão e a fase de ramp-up da planta de Pesquería.

Essa diminuição na alocação de recursos deverá impulsionar a recuperação do fluxo de caixa livre, gerando um rendimento atrativo de FCF entre 9% e 10% a partir de 2027, sustentado por uma maior lucratividade e um ciclo estruturalmente menor de reinvestimentos.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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