Recomendações do Itaú BBA sobre Gerdau
O Itaú BBA, em um recente relatório, elevou a recomendação das ações da Gerdau (GGBR4) de neutro para compra, mantendo o preço-alvo inalterado para o final de 2026, fixado em R$ 24. Isso implica uma valorização potencial de 26,3% para as ações em relação ao fechamento anterior, estabelecido em R$ 31.
Segundo a análise do banco de investimentos, as ações da GGBR4 apresentaram uma queda de 10% desde o rebaixamento ocorrido em fevereiro, apresentando desempenho inferior ao Ibovespa em 9 pontos percentuais neste período.
O relatório indica que “o papel volta a oferecer uma relação risco-retorno atrativa, com um rendimento médio de fluxo de caixa livre (FCF yield) de 9% entre 2026 e 2028. Além disso, está sendo negociado a um EV/Ebitda estimado para 2026 de 3,9x”, conforme destacado no documento.
Pela manhã, por volta das 11h52 (horário de Brasília), as ações da Gerdau apresentavam uma valorização de 4,16%, sendo comercializadas a R$ 19,79.
Pontos Fortes da Gerdau
O BBA salienta que, além da melhora no valuation e na relação risco-retorno decorrente da recente queda nas cotações, há a expectativa de que a companhia apresente resultados mais robustos no primeiro semestre de 2026.
De acordo com o banco, “o momentum deve continuar no segundo trimestre de 2026, com a expansão das margens tanto no Brasil quanto nos EUA, favorecida por uma dinâmica mais positiva de custos/preços e melhores sazonalidades”, afirma o relatório.
Quanto à performance na América do Norte, as expectativas são de que esta região apresente resultados superiores ao previsto para 2026, enquanto o Brasil enfrenta um cenário mais desafiador para a Gerdau. Em função disso, o BBA elevou a margem Ebitda da América do Norte de 20,4% para 22,6%, reduzindo, por sua vez, a do Brasil de 9,7% para 8,9%.
No relatório, o Itaú BBA enfatiza que um dos fatores positivos para as revisões da América do Norte é um ambiente de preços mais favorável no primeiro semestre de 2026, incluindo o recente anúncio de aumento de US$ 40 a US$ 60 por tonelada para a qualidade de barras comerciais (MBQ).
O banco ainda acredita que o acordo entre Estados Unidos, México e Canadá pode levar mais tempo para ser completamente implementado, o que pode resultar em preços domésticos mais sustentáveis por um período mais prolongado. “Em nossa perspectiva, essa combinação aumenta a visibilidade das margens nos EUA em relação às nossas premissas anteriores”, complementa o relatório.
Em contrapartida, o cenário doméstico deve continuar desafiador, com um compartilhamento de preços mais competitivo e menos favorável para a Gerdau. As condições macroeconômicas e do setor devem restringir a rentabilidade da empresa a curto prazo, avalia o BBA.
Gerdau como “Porto Seguro”
Em função da expectativa de um desempenho mais robusto na América do Norte, que compensa a perspectiva mais fraca para o Brasil, o Itaú BBA elevou sua estimativa de Ebitda da Gerdau de R$ 11,3 bilhões para R$ 11,6 bilhões.
Adicionalmente, o banco de investimentos ressalta que o cenário consolidado se mantém sustentado pela habilidade da empresa em preservar a geração de caixa ao longo dos ciclos, evidenciada por sua diversificação geográfica. Esta característica é considerada positiva em períodos de volatilidade, como os anos eleitorais.
Fonte: www.moneytimes.com.br