Em face do aumento das preocupações com segurança, instituições financeiras estão implementando medidas para minimizar os prejuízos causados por roubos e furtos na utilização de aplicativos voltados para serviços financeiros. Nesse cenário, o Itaú Unibanco introduz o Modo Protegido, uma funcionalidade que impõe restrições automáticas ao aplicativo quando detecta situações consideradas de maior risco.
A principal intenção dessa inovação é agir em ambientes que não são considerados padrão para o cliente, como quando o acesso é feito a partir de redes públicas ou desconhecidas. Nessas circunstâncias, o aplicativo realiza a implementação de limites adicionais para as transações, o que diminui a chance de movimentações significativas serem realizadas sem a aplicação de validações extras e cria uma oportunidade para o usuário ter mais tempo a fim de bloquear acessos indevidos.
Funcionamento do Modo Protegido
O funcionamento do Modo Protegido se baseia na pré-configuração de redes Wi-Fi que o próprio cliente considera seguras. Essas conexões são inseridas dentro do Superapp e passam a ser utilizadas como referência para o sistema operante. Sempre que o acesso ocorre fora dessas redes cadastradas, o Modo Protegido é ativado de maneira automática.
Com a ativação do recurso, transferências que superem um valor previamente determinado pelo usuário passam a necessitar de reconhecimento facial. Esses limites podem ser ajustados para diferentes tipos de operações, como Pix, TED e TEF, restringindo assim o potencial de fraudes que poderiam acontecer caso o dispositivo móvel seja roubado ou furtado.
A ativação desse recurso é realizada através da combinação da geolocalização do dispositivo com a identificação da rede de internet utilizada para conexão. Uma vez configurado, o sistema opera continuamente, eliminando a necessidade de ajustes frequentes por parte do usuário. Vale destacar que o Modo Protegido não é uma configuração permanente e pode ser desativado a qualquer instante nas configurações de segurança do aplicativo, mediante o uso do reconhecimento facial.
Fonte: einvestidor.estadao.com.br


