Júri chega a veredicto em importante julgamento sobre Meta e YouTube nas redes sociais

Júri chega a veredicto em importante julgamento sobre Meta e YouTube nas redes sociais

by Patrícia Moreira
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Julgamento sobre o vício em redes sociais

Decisão do júri

Um júri em Los Angeles decidiu, na quarta-feira, que a Meta e o Google foram negligentes ao não alertar os usuários sobre os perigos associados ao uso de suas plataformas. Este caso pode ter implicações significativas para a indústria de mídias sociais e o mercado de tecnologia em geral.

Detalhes do processo

O julgamento de danos pessoais começou no final de janeiro no Tribunal Superior de Los Angeles. Alega-se que uma jovem, identificada como K.G.M. ou Kaley, desenvolveu uma dependência de aplicativos como Instagram e YouTube durante a infância. As deliberações começaram na sexta-feira, 13 de maio, e o júri decidiu a favor da autora, que afirmou que a negligência da Meta e do YouTube foi um "fator substancial" para os problemas relacionados à saúde mental.

Os jurados agora devem determinar as potenciais indenizações financeiras relacionadas à decisão tomada. Este julgamento é um dos vários que ocorrerão neste ano, sendo descrito por especialistas como um momento "Big Tobacco" para a indústria de mídias sociais. Essa comparação se refere à década de 1990, quando as empresas de tabaco foram obrigadas a pagar bilhões de dólares por desinformação ao público acerca da segurança e dos potenciais danos causados pelos seus produtos.

Caso em Nova Mexicana

Na terça-feira, jurados em Santa Fé, Novo México, decidiram que a Meta violou intencionalmente as práticas injustas do estado. O Procurador-Geral Raúl Torrez afirmou que a empresa não conseguiu proteger adequadamente seus aplicativos de predadores online que visam crianças. Como resultado, a Meta foi condenada a pagar 375 milhões de dólares em danos, uma decisão que a empresa declarou que irá apelar.

Esse caso no Novo México é distinto de outras ações judiciais contra empresas de mídias sociais, incluindo Meta e TikTok, que foram movidas por procuradores gerais estaduais.

Provas e alegações

Durante o julgamento de seis semanas em Los Angeles, os jurados avaliaram se a Meta e o YouTube implementaram recursos de design em seus aplicativos, como algoritmos de recomendação e reprodução automática, que contribuíram para o sofrimento mental de K.G.M. A jovem alegou ter enfrentado graves problemas de dismorfofobia, depressão e pensamentos suicidas devido ao uso quase constante dos aplicativos e as constantes notificações que dificultavam a interrupção.

A Meta e o YouTube negaram as alegações da autora, afirmando que levam a sério as preocupações com a saúde e a segurança, e que implementaram funcionalidades para minimizar os potenciais danos. Os advogados que representam as empresas de tecnologia contendem que os problemas de saúde mental de K.G.M. tiveram origem em uma infância conturbada e em questões familiares relacionadas, defendendo que ela utilizou os serviços como um meio de lidar com traumas.

Tribunal e estratégia legal

O tribunal escolheu o caso da autora como um exemplo, com o objetivo de ajudar a determinar vereditos em litígios similares e relacionados em todo o estado da Califórnia. Estes são conhecidos como Procedimentos de Coordenação do Conselho Judicial. Embora o TikTok e o Snap estivessem inicialmente envolvidos no caso, eles chegaram a um acordo com a autora antes do início do julgamento e ainda participam de outros processos legais.

Um julgamento federal está programado para começar neste verão no Distrito Norte da Califórnia, envolvendo ações consolidadas de distritos escolares e pais de todo o país. Eles alegam que aplicativos da Meta, YouTube, TikTok e Snap contribuíram para o desenvolvimento de problemas de saúde mental entre usuários jovens.

Uma estratégia legal central para os promotores e advogados da autora é focar nas alegadas falhas de design relacionadas a aplicativos como Instagram e YouTube, em vez de conteúdo específico. Isso é uma tentativa de contrabalançar os argumentos feitos pelas empresas de tecnologia segundo os quais não deveriam ser responsabilizadas por certos conteúdos de terceiros em suas plataformas, conforme estabelecido pela Seção 230, que regula a liberdade de expressão.

Testemunho de executivos

O julgamento de Los Angeles contou com o depoimento de vários executivos de alto nível, incluindo o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, o chefe do Instagram, Adam Mosseri, e o vice-presidente de engenharia do YouTube, Cristos Goodrow. Mosseri comentou no mês passado sobre o conceito de vício em redes sociais, considerando-o um uso "problemático". O depoimento de Zuckerberg revelou que o cofundador do Facebook uma vez contatou o CEO da Apple, Tim Cook, para discutir o bem-estar de adolescentes e crianças, assim como o processo decisório da empresa sobre filtros digitais relacionados à cirurgia estética e outras questões.

Goodrow afirmou em seu testemunho que o YouTube "não foi projetado para maximizar o tempo" de uso.

Os advogados que representam ambas as partes fizeram suas argumentações finais há aproximadamente duas semanas.

Fonte: www.cnbc.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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