Curva de juros apresenta forte inclinação no fechamento do pregão. Vértices intermediários e longos refletem aversão ao risco e dólar acima de R$ 5,50.
O mercado de juros futuros no Brasil vivenciou uma intensa onda de incertezas nesta quinta-feira, 18 de dezembro de 2025. O movimento predominante foi de aumento nas taxas ao longo de praticamente toda a curva de juros, confirmando um cenário de estresse que tem caracterizado a semana dos investidores. O sentimento de cautela prevaleceu nas mesas de operação, impulsionado por incertezas no campo fiscal e por um posicionamento mais rigoroso do Banco Central, ocasionando um aumento generalizado nos prêmios de risco exigidos pelo mercado em relação ao DI Futuro.
Movimentação dos Vértices da Curva de Juros
No exame detalhado dos vértices da curva de juros, os destaques de alta concentraram-se na parte intermediária. Os contratos com vencimento em janeiro de 2028 (BMF:DI1F28) registraram o maior avanço percentual do dia, com uma alta de 0,42%, encerrando a 13,305%. Logo atrás, os contratos com vencimento em janeiro de 2027 (BMF:DI1F27) apresentaram uma elevação de 0,33%, fechando em 13,86%. Em contrapartida, o movimento foi mais moderado na ponta curta e em trechos isolados da curva, como nos contratos com vencimento em janeiro de 2030 (BMF:DI1F30), que mostraram um leve recuo marginal de 0,04%, terminando a 13,515%. Os contratos que vencem em janeiro de 2031 (BMF:DI1F31) permaneceram estáveis, com taxa de 13,635%.
Liquidez e Volume de Negociações
A liquidez do pregão concentrou-se, como é habitual, nos vencimentos de curto e médio prazo, que são os vértices da curva de juros mais procurados para proteção (hedge) e especulação imediata. Os contratos com vencimento em janeiro de 2027 (BMF:DI1F27) dominaram o volume de negociação, com mais de 1,16 milhão de contratos sendo negociados, seguidos de perto pelos contratos com vencimento em janeiro de 2028 (BMF:DI1F28), que movimentaram 1,01 milhão de papéis. Esse elevado volume no DI Futuro reforça a percepção de que os agentes financeiros estão ajustando suas expectativas em relação ao ciclo da taxa Selic para os próximos dois anos.
Impactos do Cenário Político e Econômico
Nos trechos mais distantes, a sensibilidade ao cenário político e fiscal ficou evidente tanto nos volumes quanto nas taxas praticadas. Os contratos com vencimento em janeiro de 2033 (BMF:DI1F33) movimentaram aproximadamente 59.299 contratos, encerrando com uma elevação de 0,11%, a uma taxa de 13,755%. Os contratos de vencimento mais longo, referentes a janeiro de 2035 (BMF:DI1F35), fecharam a 13,725%, com variação positiva de 0,04%. Esses vértices refletem diretamente a apreensão dos investidores em relação à trajetória da dívida pública e à capacidade de cumprimento das metas fiscais em um cenário de longo prazo.
Influências Externas no Mercado
A dinâmica das taxas nesta data foi fortemente influenciada por uma combinação de ruídos políticos e indicadores econômicos. O principal fator que impulsionou as altas foi a percepção de deterioração das contas públicas, associada a declarações no campo político-eleitoral que elevaram o prêmio de risco país. Com a desconfiança crescente acerca da gestão fiscal, o mercado passou a precificar uma probabilidade significativamente maior de que a Selic permaneça no patamar de 15% ao ano por um período substancial, mais longo do que o projetado anteriormente, o que frustrou as expectativas de cortes na taxa básica de juros ainda no primeiro semestre de 2026.
Postura do Banco Central e Seus Efeitos
Adicionalmente, a autoridade monetária contribuiu para o clima de seriedade no mercado por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI). O documento sinalizou uma convergência lenta da inflação em direção ao centro da meta, o que reforçou a postura “hawkish” (rígida) do Banco Central e deu sustentação ao avanço dos juros futuros. Esse ambiente de juros altos por um período prolongado acabou impactando negativamente o mercado acionário, especialmente em setores sensíveis ao crédito, e manteve a pressão sobre o câmbio, com o dólar operando acima de R$ 5,50, gerando preocupações de que a desvalorização do real possa estimular ainda mais a inflação futura (pass-through).
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Fonte: br.-.com


