Curva de Juros Futuros
A curva de juros futuros fechou as negociações nesta segunda-feira, 27, com um aumento superior a 10 pontos-base nos vencimentos de médio e longo prazo. Essa alta é atribuída à tensão gerada pelas tentativas frustradas de negociações entre os Estados Unidos e o Irã.
Taxas de Depósito Interfinanceiro (DI)
A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, que se refere ao curto prazo, registrou um aumento de 4 pontos-base, encerrando em 14,135%, frente ao ajuste anterior de 14,095%. Por sua vez, a taxa de DI para janeiro de 2029, que corresponde ao médio prazo, fechou em alta, atingindo 13,615%, um avanço de 14 pontos-base em relação aos 13,470% do fechamento anterior.
A DI para janeiro de 2036, considerada de longo prazo, terminou o dia em 13,650%, um incremento de 11 pontos-base em comparação aos 13,540% registrados no fechamento da última sexta-feira, 24.
Rendimentos dos Títulos do Tesouro Norte-Americano
No mercado norte-americano, os rendimentos dos títulos do Tesouro, conhecidos como Treasuries, apresentaram alta. O yield do Treasury de dois anos, que é mais sensível à política monetária, fechou em 3,799%, em comparação aos 3,776% do ajuste anterior. Por outro lado, o retorno do título de dez anos, que serve como referência global para decisões de investimento, caiu para 4,340%, em relação aos 4,349% registrados anteriormente.
Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, comentou: “As Treasuries estão subindo de forma relativamente paralela, refletindo o aumento no preço do petróleo em meio ao impasse na resolução das questões entre o Irã e os Estados Unidos.” Além disso, Shahini salientou que o leilão dos títulos do Tesouro americano de dois anos, realizado hoje, apresentou um leve “tail” (cauda), indicando uma demanda marginalmente mais fraca, e que esse movimento é também notado na curva local de juros, que segue as tendências externas de maneira uniforme.
Cenário Geopolítico e Expectativas de Política Monetária
Os investidores mantiveram sua atenção no cenário geopolítico, que continua a impactar a curva de juros futuros, especialmente após as tentativas de negociações entre Washington e Teerã no último fim de semana. Na tarde desta segunda-feira, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou que o presidente norte-americano, Donald Trump, discutiu uma nova proposta iraniana para resolver o conflito com Teerã com seus principais assessores de segurança nacional.
Leavitt também apontou que o presidente está buscando garantir a abertura da hidrovia de trânsito de petróleo do Estreito de Ormuz e que o Irã deve entregar seu urânio enriquecido. Ela declarou: “Eu não diria que eles estão considerando a possibilidade. Eu diria apenas que houve uma discussão esta manhã que eu não quero adiantar, e vocês ouvirão diretamente do presidente, tenho certeza, sobre esse assunto.”
Expectativas para a Selic
O Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira, apresenta a expectativa de uma redução de 0,25 ponto percentual na Selic, que passaria de 14,75% para 14,50%, na próxima reunião marcada para quarta-feira, 29. As ações do Comitê de Política Monetária (Copom) negociadas na B3 indicavam uma probabilidade de 86,35% de corte de 25 pontos-base para a próxima semana, em contraste com apenas 2,5% de chance de uma redução de 50 pontos-base, conforme a atualização mais recente registrada na última sexta-feira, 24.
O relatório ainda revelou que a mediana para o IPCA em 2026 aumentou pela sétima semana consecutiva, alcançando 4,86%, subindo em relação à taxa anterior de 4,80%.
Fonte: www.moneytimes.com.br

