Light (LIGT3) e Gafisa (GFSA3) afirmam não ter envolvimento com o banco após indagações da CVM

Exposições Financeiras da Light e Gafisa em Relação ao Banco Master

As empresas Light (LIGT3) e Gafisa (GFSA3) comunicaram ao mercado, no último domingo (23), que não mantêm aplicações financeiras, negócios em andamento ou qualquer exposição significativa ao Banco Master. Essa declaração surge após a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) solicitar esclarecimentos sobre possíveis impactos decorrentes da liquidação extrajudicial da instituição financeira mencionada.

Em um comunicado oficial, a Light, que se encontra em processo de recuperação judicial, destacou que não possui qualquer vínculo comercial, operação financeira ou aplicação associada ao Banco Master ou a instituições ligadas ao conglomerado. A companhia também enfatizou que seus resultados financeiros trimestrais referentes ao terceiro trimestre de 2025, divulgados em 13 de novembro, já demonstraram a inexistência de investimentos relacionados ao banco.

A Gafisa, por sua vez, também reforçou que não existe qualquer relação comercial ou financeira que possa ser afetada pela liquidação extrajudicial. Segundo a empresa, ela:

  • não possui investimentos em títulos emitidos pelo Banco Master, como Certificados de Depósito Bancário (CDBs);
  • não mantém operações financeiras ou contratos de relevância com instituições pertencentes ao grupo;
  • utiliza apenas contas correntes simples no banco, todas sem saldo e sem movimentação financeira;
  • possui participação inferior a 1% no capital da instituição, considerada irrelevante.

A empresa também declarou não ter conhecimento de outras entidades ou veículos financeiros que estejam ligados ao Banco Master ou ao controlador Daniel Vorcaro e que detenham participações adicionais no seu capital.

Liquidação Extrajudicial do Banco Master

No dia 18 de novembro, a Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, ao tentar embarcar para o exterior. Esta ação faz parte de uma investigação sobre um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras que fazem parte do Sistema Financeiro Nacional. As investigações da Polícia Federal apuram a prática de crimes como gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa.

Simultaneamente à operação da Polícia Federal, o Banco Central decidiu decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master, instituição que enfrentava dificuldades financeiras nos meses anteriores. Essa medida foi adotada um dia após a holding de investimentos Fictor apresentar uma proposta para aquisição do banco, prometendo um aporte imediato de R$ 3 bilhões para fortalecer sua estrutura de capital.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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