Liquidação do BRB pode causar um prejuízo de R$ 17 bilhões ao FGC, afirma Durigan.

Rombo no FGC

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que a possível liquidação do Banco de Brasília (BRB) implicaria em um impacto financeiro negativo de R$ 17 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

A afirmação foi feita durante uma entrevista ao jornal Valor Econômico e foi confirmada ao CNN Money pelo Ministério da Fazenda na quinta-feira, dia 28.

"Atualmente, com informações fornecidas pelo Banco Central, já se estima que, em caso de liquidação do BRB, o FGC enfrentaria um déficit de R$ 17 bilhões, que teria que ser suportado pelos bancos associados ao FGC", afirmou Durigan.

Acordo de Crédito

Na mesma quinta-feira, a União e o Governo do Distrito Federal chegaram a um acordo para possibilitar uma operação de crédito para o BRB, em meio à atual crise de liquidez, que se intensificou após a tentativa de aquisição do liquidado Banco Master.

A proposta contempla um empréstimo ao governo do DF, utilizando recursos do FGC, com a garantia de um sindicato de bancos, incluindo instituições públicas e privadas, além de contragarantias do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Detalhes do Empréstimo

O valor do empréstimo do governo do DF poderá alcançar até R$ 6,5 bilhões, o que corresponde a 16% da receita corrente líquida (RCL) do Distrito Federal.

A assistência da União ocorre em um momento em que se pretende ampliar os limites para operações financeiras do Distrito Federal.

O DF está atualmente inserido no Programa de Ajuste Fiscal (PAF) da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Segundo o termo assinado entre os agentes envolvidos, o limite pré-estabelecido para operações financeiras era de apenas 3% da RCL, cerca de R$ 961 milhões.

O Governo do Distrito Federal comunicou que o empréstimo terá um prazo de 15 anos, com um período de carência de 2 anos.

A garantia do empréstimo será proporcionada por bancos de categoria S1, que incluem instituições financeiras de grande porte, com um tamanho igual ou superior a 10% do Produto Interno Bruto (PIB).

Cabe ressaltar que não haverá transferência de recursos federais nem garantias oferecidas pela União nesta operação.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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