American Airlines reduz previsão de lucros para 2026 devido ao aumento dos custos com combustível
Na última quinta-feira, a American Airlines anunciou uma nova previsão para seus lucros em 2026, reduzindo suas expectativas financeiras. A companhia se torna a mais recente companhia aérea a rever sua perspectiva, em decorrência do aumento dos custos com combustível, que adicionou bilhões de dólares às suas despesas ao longo deste ano.
Mudanças nas Projeções de Lucro
A American Airlines indicou que poderá registrar uma perda ajustada de 40 centavos por ação, chegando até a um lucro de $1,10 por ação. Essa projeção é significativamente inferior à expectativa inicial, que estava entre $1,70 e $2,70 por ação, delineada em janeiro. Vale destacar que analistas de Wall Street têm ajustado suas previsões para toda a indústria desde os ataques dos EUA a Israel e o impacto subsequente nas tensões com o Irã neste ano.
Resultados do Primeiro Trimestre
A seguir, estão os números divulgados pela American Airlines no primeiro trimestre, em comparação com as estimativas de Wall Street compiladas pela LSEG:
- Perda por ação: 40 centavos ajustados versus a expectativa de perda de 47 centavos.
- Receita: $13,91 bilhões contra $13,79 bilhões esperados.
Para o primeiro trimestre, a empresa registrou uma perda líquida de $382 milhões, o que equivale a 58 centavos por ação, em comparação com uma perda líquida de $473 milhões, ou 72 centavos, no mesmo período do ano anterior. Após ajustes para itens não recorrentes, a companhia informou uma perda ajustada de 40 centavos por ação.
Além disso, a receita de $13,91 bilhões no primeiro trimestre representa um aumento de 10,8% em relação aos $12,55 bilhões obtidos no ano anterior.
Impactos da Guerra e da Volatilidade do Combustível
As companhias aéreas têm enfrentado desafios significativos e, em muitos casos, estão cortando suas previsões para o ano completo ou adiando novas projeções, devido à instabilidade dos preços do combustível para aviação, que se tornou uma preocupação após o início do conflito. O combustível normalmente é considerada a segunda maior despesa para as companhias aéreas, perdendo apenas para os custos de mão de obra.
Além disso, as empresas têm reduzido seus planos de crescimento de capacidade com o objetivo de conter custos, fato que pode resultar em aumento das tarifas aéreas, considerando que haverá menos assentos disponíveis para venda.
Comentários do CEO
Robert Isom, CEO da American Airlines, declarou durante uma entrevista ao repórter Phil LeBeau, da CNBC, que "nós vamos nos recuperar, mas a chave para isso é manter o equilíbrio entre oferta e demanda." Ele enfatizou que a empresa está disposta a ajustar sua operação de voos conforme necessário para responder às condições do mercado.
Aporte de Informações
Reportagem da CNBC conta com a colaboração de Michele Luhn.
Fonte: www.cnbc.com