Resultados Financeiros da TIM no Quarto Trimestre de 2025
A TIM (TIMS3) apresentou uma elevação de 27,9% em seu lucro líquido normalizado no quarto trimestre de 2025, quando comparado ao mesmo período do ano anterior, alcançando R$ 1,349 bilhão.
Fatores que Contribuíram para o Lucro
O crescimento do lucro foi impulsionado principalmente pelo aumento no negócio de internet móvel, especialmente no segmento pós-pago, além de cortes de custos operacionais que melhoraram a margem de lucro. A companhia também registrou uma diminuição nas despesas financeiras durante esse balanço, o que favoreceu o resultado líquido.
Indicadores de Desempenho Operacional
O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) normalizado cresceu 9,7% no quarto trimestre, alcançando R$ 3,672 bilhões. A margem Ebitda teve um aumento de 2,6 pontos percentuais, atingindo 53,1%, o que representa a maior margem já registrada pela operadora. É importante ressaltar que o indicador no critério ‘normalizado’ exclui receitas e despesas que a TIM classifica como não recorrentes.
A receita líquida da TIM no quarto trimestre apresentou uma expansão de 4,4%, totalizando R$ 6,920 bilhões. A receita proveniente de serviços móveis cresceu 4,8%, chegando a R$ 6,305 bilhões.
Análise do Segmento de Serviços
No setor de serviços móveis, a receita do segmento pós-pago aumentou em 9,5%, enquanto a receita média por usuário (Arpu, sigla em inglês) subiu 0,6%, atingindo R$ 43,3 mensais. A operadora destacou que continuou a migração de clientes para planos com valores mais altos, mantendo as desconexões em níveis estáveis e aplicando ajustes nos preços.
Em contraste, a receita do segmento pré-pago registrou uma queda de 6,5% no quarto trimestre, apresentando um ritmo de declínio menor em comparação aos trimestres anteriores, que eram superiores a 9%. O Arpu do pré-pago subiu 0,6%, alcançando R$ 14,8, com uma estabilização no volume de recargas.
A receita do segmento fixo também teve um desempenho positivo, com um crescimento de 9,4% no quarto trimestre em relação ao ano anterior, totalizando R$ 359 milhões.
Base de Clientes e Desempenho Anual
Ao final de 2025, a TIM contava com 61,9 milhões de clientes de internet móvel, número que se manteve estável em comparação ao final de 2024. Dentre estes, os usuários pré-pagos somavam 29,2 milhões, apresentando um recuo de 8,3% em um ano, enquanto os usuários pós-pagos totalizavam 32,7 milhões, com um aumento de 8,4%. No segmento de internet fixa, a TIM Ultrafibra atingiu 850 mil usuários, representando um crescimento de 7,6%.
Desempenho em Vendas e Custos
A receita com a venda de produtos sofreu uma queda de 11,3%, totalizando R$ 255 milhões. A operadora justificou essa redução pela diminuição na venda de aparelhos, que agora se concentra em itens de valores unitários mais elevados.
Os custos operacionais normalizados diminuíram em 1,1%, totalizando R$ 3,248 bilhões. Os cortes mais significativos ocorreram na linha de pessoal, que apresentou uma retração de 7,8%, em virtude de uma mudança no cálculo do imposto sobre horas extras. Além disso, as despesas gerais e administrativas reduziram-se em 12,8%, resultado da diminuição de gastos com serviços terceirizados e do desconto obtido em um acordo firmado com um fornecedor de tecnologia da informação.
Resultados Financeiros e Fluxo de Caixa
No quarto trimestre, o resultado financeiro normalizado, que é a diferença entre receitas e despesas financeiras, resultou em uma despesa de R$ 366 milhões, com uma redução de 18,6% em comparação ao ano anterior. Segundo a TIM, essa melhora é atribuída ao maior rendimento das aplicações financeiras, devido a uma posição de caixa mais sólida, e também a um ganho proveniente da marcação a mercado de contratos de derivativos.
A companhia diminuiu seus investimentos em 2% em relação ao ano anterior, somando R$ 1,347 bilhão no quarto trimestre. No que diz respeito ao fluxo livre de caixa, houve um aumento de 28,3% na comparação anual, totalizando R$ 1,574 bilhão.
Situação da Dívida
A TIM encerrou o quarto trimestre do ano com uma dívida líquida total de R$ 11,112 bilhões, representando um aumento de 6,7% em comparação ao terceiro trimestre. Nesse período, a alavancagem, medida pela relação entre a dívida líquida e o Ebitda, subiu para 0,82x, em comparação a 0,79x registrado anteriormente.
Fonte: www.moneytimes.com.br