Posição de Lula sobre Minerais Críticos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), declarou neste domingo, 23, que as nações em desenvolvimento que possuem significativas reservas de minerais críticos não devem se restringir a um papel apenas como exportadores desses recursos.
De acordo com o chefe do executivo brasileiro, a questão central não reside apenas em quem possui esses recursos naturais, mas também em quem detém o conhecimento e o valor agregado que podem ser gerados a partir deles.
“Discutir minerais críticos é também discutir soberania. Soberania não é apenas medida pela quantidade de depósitos naturais, mas pela capacidade que se tem de transformar esses recursos em benefícios para a população através de políticas eficazes. Precisamos de investimentos que sejam ambiental e socialmente responsáveis, os quais irão contribuir para o fortalecimento da base industrial e tecnológica dos países que são ricos em recursos”, afirmou Lula, durante a terceira sessão de trabalho do G20.
Agenda de Viagem do Presidente
Atualmente, Lula se encontra em Joanesburgo, na África do Sul, e continuará no continente africano ao longo deste fim de semana. Neste domingo (23), ele tem uma viagem programada para Moçambique, que deverá ocorrer por volta das 13h30, no horário de Brasília.
Corrida por Minerais Críticos
A busca por minerais críticos tem incentivado uma competição acirrada entre as principais economias globais, como os Estados Unidos e a China, em função da crescente necessidade desses itens para o desenvolvimento tecnológico.
Avanços em Inteligência Artificial
Lula também comentou sobre as novas oportunidades surgidas devido aos avanços tecnológicos proporcionados pela inteligência artificial (IA). Ele enfatizou que a IA representa um “caminho sem volta”.
Durante sua palestra, o presidente destacou que cerca de 40% da força de trabalho mundial está atualmente em funções que estão expostas à inteligência artificial, enfrentando o risco de automação ou de complementação de tarefas. Ele defendeu que cada painel solar, chip e linha de código deve carregar a “marca da inclusão social”.
“A tecnologia deve servir para fortalecer, e não para fragilizar, os direitos humanos e trabalhistas. O trabalho decente deve ser o alvo das nossas iniciativas. O progresso só será verdadeiro se for compartilhado, sustentável, justo e inclusivo”, ressaltou Lula.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br