Lula aprova orçamento que prevê superávit em ano de eleições.

Lula aprova orçamento que prevê superávit em ano de eleições.

by Fernanda Lima
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Sancionamento do PLOA 2026

Com a previsão de superávit nas contas públicas em um ano eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, sancionou, com vetos, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2026 nesta quarta-feira, dia 14.

Previsão de Superávit

A proposta orçamentária prevê um superávit de 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto), o que corresponde a R$ 34,5 bilhões. Contudo, esse valor não considera cerca de R$ 57 bilhões em despesas relacionadas a precatórios, as quais serão excluídas do cálculo do resultado primário.

Regras do Arcabouço Fiscal

As normas do arcabouço fiscal estabelecem que o resultado primário pode oscilar dentro de uma faixa de tolerância, permitindo uma variação de até 0,25 ponto percentual do PIB para mais ou para menos em relação à meta central.

Estimativa do Orçamento Total

O orçamento total previsto para o ano de 2026 é de R$ 6,3 trilhões. Deste total, está estipulado que R$ 1,82 trilhão será destinado ao refinanciamento da dívida pública.

Destinação dos Recursos

A proposta orçamentária destina R$ 158,63 bilhões ao Bolsa Família. Para o programa Pé-de-Meia, que visa realizar pagamentos a estudantes do ensino médio como forma de incentivar a permanência na escola, o orçamento previsão é de R$ 11,47 bilhões neste ano.

Além disso, o programa Gás para Todos, que tem como objetivo subsidiar o acesso ao botijão de gás para famílias de baixa renda, contará com R$ 4,7 bilhões em 2026.

Maiores Orçamentos por Ministérios

O Ministério da Previdência será o órgão com o maior orçamento em 2026, totalizando R$ 1,1 trilhão. Em contraste, os ministérios da Igualdade Racial, com R$ 203,4 milhões, e da Pesca, com R$ 270 milhões, estão entre os que apresentam os menores orçamentos.

Orçamentos de Outros Ministérios

  • Ministério da Previdência Social: R$ 1,146 trilhão
  • Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome: R$ 302,8 bilhões
  • Ministério da Saúde: R$ 271,286 bilhões
  • Ministério da Educação: R$ 233,6 bilhões
  • Ministério da Defesa: R$ 142 bilhões
  • Ministério do Trabalho e Emprego: R$ 123,1 bilhões
  • Ministério da Justiça e Segurança Pública: R$ 26,35 bilhões
  • Ministério da Fazenda: R$ 23,2 bilhões
  • Ministério dos Transportes: R$ 18,75 bilhões
  • Ministério das Cidades: R$ 16,8 bilhões
  • Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação: R$ 15,3 bilhões
  • Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional: R$ 12,7 bilhões
  • Ministério da Agricultura e Pecuária: R$ 12,04 bilhões
  • Ministério de Minas e Energia: R$ 8,3 bilhões
  • Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar: R$ 6,26 bilhões
  • Ministério das Relações Exteriores: R$ 5,53 bilhões
  • Ministério do Planejamento e Orçamento: R$ 4,88 bilhões
  • Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima: R$ 4,67 bilhões
  • Ministério de Portos e Aeroportos: R$ 3,96 bilhões
  • Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos: R$ 3,95 bilhões
  • Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços: R$ 3,8 bilhões
  • Ministério da Cultura: R$ 3,73 bilhões
  • Ministério do Turismo: R$ 3,2 bilhões
  • Ministério do Esporte: R$ 2,46 bilhões
  • Ministério das Comunicações: R$ 2,3 bilhões
  • Ministério dos Povos Indígenas: R$ 1,31 bilhão
  • Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania: R$ 575,26 milhões
  • Ministério das Mulheres: R$ 377,37 milhões
  • Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte: R$ 355,36 milhões
  • Ministério da Pesca e Aquicultura: R$ 270 milhões
  • Ministério da Igualdade Racial: R$ 203,4 milhões

Vetos do Presidente

O presidente Lula vetou certos dispositivos em que o Congresso alterava a destinação de gastos específicos do Executivo. As despesas afetadas pelo veto estão classificadas como RP2, uma categoria que reúne gastos discricionários do governo. Essas despesas não possuem destinação obrigatória e podem ser redistribuídas conforme a conveniência do governo.

Justificativa do Veto

Segundo a justificativa apresentada pelo presidente, esse tipo de despesa não pode ser transferido ou remanejado pelo Congresso. O texto que foi aprovado pelo Legislativo no ano anterior previa a reserva de R$ 50 bilhões para emendas individuais, de bancada e de comissão, além de R$ 11,5 bilhões em “parcelas adicionais”, provenientes justamente das despesas discricionárias do governo, enquadradas como RP2.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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