Governo Lula libera R$ 18,5 bilhões em crédito para setores afetados pelo tarifaço dos EUA
Reunião no Palácio da Alvorada
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou, nesta terça-feira, uma reunião no Palácio da Alvorada com presidentes dos principais bancos públicos para discutir a necessidade de acelerar a execução do programa Move Brasil. Este programa destina-se ao financiamento de veículos para motoristas de aplicativo, taxistas e entregadores.
Participantes do encontro
Estiveram presentes na reunião Tarciana Medeiros, representante do Banco do Brasil; Carlos Vieira, da Caixa Econômica Federal; e Aloizio Mercadante, do BNDES. Também participaram do encontro outras figuras como Geraldo Alckmin, Dario Durigan, Guilherme Boulos e Sidônio Palmeira. Não houve convidados do setor bancário privado.
Desempenho do programa Move Brasil
A motivação para essa cobrança se deve ao baixo número de financiamentos efetivados até o momento. Apesar de mais de 600 mil motoristas terem se cadastrado para participar do programa, até 14 de julho, apenas 10.179 contratos foram aprovados. Isso representa operações que totalizam R$ 1 bilhão, o que corresponde a apenas 3,3% dos R$ 30 bilhões disponíveis para o Move Brasil.
Participação dos bancos
O Banco do Brasil desempenha um papel significativo na execução do programa. Até 23 de julho, a instituição havia liberado R$ 650,9 milhões para um pouco mais de 6 mil motoristas. Enquanto isso, a participação da Caixa Econômica ainda não atingiu uma escala comparável.
Medidas implementadas pelo governo
Com o objetivo de destravar o Move Brasil, o governo já adotou uma série de correções. Entre essas, destaca-se a ativação do fundo garantidor, a proibição da cobrança de tarifa de cadastro, e a autorização para o financiamento de veículos seminovos fabricados a partir de 2024.
Desafios enfrentados
No entanto, o principal obstáculo persiste na análise de risco das propostas de financiamento. Os bancos ainda têm a possibilidade de exigir uma entrada e de rejeitar propostas, mesmo contando com a garantia pública. A reunião foi uma tentativa de Lula para pressionar tanto o Banco do Brasil quanto a Caixa a acelerarem uma das principais entregas econômicas do governo, especialmente em relação a uma categoria de profissionais que foi muito disputada durante a campanha eleitoral.
Fonte: veja.abril.com.br