Exploração de Petróleo e Futuro da Petrobras
Declarações da Presidente da Petrobras
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou, nesta segunda-feira (24), que a expansão de uma empresa do setor petróleo é inviável sem a exploração da commodity. A declaração ocorreu durante o evento Eloos, realizado pela Itatiaia em parceria com a CNN Brasil. Ela ressaltou a intenção da companhia de explorar ao máximo o pré-sal antes de buscar novas áreas com potencial para exploração no Brasil.
Estratégia de Crescimento
"A partir do pico de produção do pré-sal, será necessário repor energias e reservas. Para isso, buscaremos novas áreas para explorar e produzir petróleo. Nesse contexto, a Margem Equatorial, que vocês conhecem, é essencial para nós", destacou Magda. Ela acrescentou ainda que "não existe futuro para uma empresa de petróleo sem exploração. A exploração é a base do nosso crescimento, mas, paralelamente, também vamos intensificar os investimentos em combustíveis renováveis".
Importância do Evento Eloos
O evento Eloos reúne autoridades, empresários e especialistas na cidade de Belo Horizonte para debater desafios e tendências no setor de energia. Magda mencionou que, atualmente, a energia primária é derivada de combustíveis fósseis, e não é surpreendente que a produção esteja aumentando. "Temos diversos investimentos com o objetivo de atingir o pico de produção no pré-sal até 2032. Portanto, até 2032, o crescimento no Brasil está facilitado, com base em combustíveis fósseis", enfatizou.
Desafios e Perspectivas Futuras
A declaração de Magda Chambriard surge em um contexto de discussões sobre a exploração da Margem Equatorial, que contrasta com os esforços do governo para promover a transição energética e reduzir a dependência de combustíveis fósseis. De acordo com a EPE (Empresa de Pesquisa Energética), se não ocorrer a exploração de novas áreas, há expectativas de que a produção de petróleo no Brasil estagne até 2030, caia à metade em 2040 e praticamente desapareça em 2050. Tal cenário pode transformar o Brasil em um país mais importador do que exportador da commodity a partir de 2030.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br

