Farmácias celebram nova proposta de venda de medicamentos em supermercados
As redes de farmácias expressaram satisfação com o relatório recente do projeto de lei (PL) que visa permitir a comercialização de medicamentos em supermercados. A proposta original estava estruturada de maneira a permitir que os supermercados assumissem a função atualmente exercida pelas farmácias, oferecendo medicamentos de forma autônoma. Assim, esses estabelecimentos, que tradicionalmente vendem artigos como alimentos e produtos de limpeza, poderiam oferecer medicamentos de maneira independente, sem a supervisão necessária.
Nova abordagem no relatório do PL
Entretanto, o relatório revisado do PL adota um modelo alternativo. Ele sugere a instalação de farmácias dentro de supermercados para possibilitar as vendas de medicamentos, em vez de permitir a comercialização direta em prateleiras, sem controle ou assistência farmacêutica. “Certamente esta é uma proposta distinta da original, que previa a venda de medicamentos em prateleiras sem qualquer supervisão e sem a presença de profissionais de saúde qualificados. A nova versão assegura um acompanhamento adequado”, afirmou Sergio Mena Barreto, presidente da Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).
Avaliação do relatório pela Abrafarma
A associação, representando os interesses das farmácias, considerou o relatório do PL um “grande avanço” em relação à proposta inicial. Ao incluir farmácias dentro dos supermercados, a nova proposta busca garantir um nível de cuidado e supervisão que é fundamental para a segurança dos consumidores ao adquirirem medicamentos. A relatoria do projeto de lei está sob a responsabilidade do senador Humberto Costa (PT-PE), que possui formação na área médica, o que pode contribuir para a elaboração de um modelo que priorize a saúde e a segurança dos cidadãos.

