Aumento da Previsão da Selic
O mercado financeiro ajustou suas expectativas para a taxa de juros neste ano, agora prevendo que a Selic atinja 14%, conforme divulgado no boletim Focus pelo Banco Central (BC) na última segunda-feira, dia 22. Este valor representa um aumento de 0,25 pontos em relação à previsão feita na semana anterior.
Projeções para os Próximos Anos
As previsões para os anos seguintes foram mantidas em níveis próximos aos divulgados anteriormente, com a Selic projetada em 12% para 2027 e 10,24% para 2028.
Expectativas de Inflação
Além da taxa de juros, a expectativa em relação à inflação no Brasil também apresentou um crescimento, alcançando a 15ª alta consecutiva nesta semana. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve um leve aumento de 0,03 ponto, estabelecendo-se em 5,33%. Este percentual continua bem acima do teto da meta de inflação proposta para 2026, que é de 3%, com uma variação permitida de 1,5 ponto para mais ou para menos.
Ação do Copom
Na última quarta-feira, dia 17, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central executou um corte de 25 pontos base na taxa de juros, reduzindo-a para 14,25%. De acordo com a instituição, a restrição acumulada da política monetária possibilita agora ajustes mais flexíveis nas taxas de juros para alcançar a meta de inflação.
O BC reafirmou que a trajetória necessária para garantir a convergência da inflação durante o quarto trimestre de 2027 apontaria para um índice abaixo de 3% a partir desse período.
Projeção do PIB
Nesta mesma semana, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) foi revista, passando de 1,96% para 1,98%. Apesar deste aumento na previsão para 2023, as expectativas para 2027 e 2028 permanecem inalteradas, com previsões de crescimento de 1,70% e 2%, respectivamente.
Estabilidade do Câmbio
Em relação ao câmbio, as previsões continuam alinhadas com os dados anteriores, fixando-se em R$ 5,20. Para os próximos anos, a expectativa foi elevada para R$ 5,27 em 2027, enquanto a projeção para 2028 se manteve em R$ 5,30.
Com informações da Reuters
Fonte: www.cnnbrasil.com.br