S&P 500 Alcança Novas Alturas
O índice S&P 500 atingiu um novo recorde na última quinta-feira, superando a marca de 7.800 pela primeira vez durante o dia. O fechamento do índice também estabeleceu um patamar histórico, encerrando o dia em 7.798,99. Nesta semana, o impulso no mercado foi liderado pelo setor de energia, que registrou uma alta de quase 6% até o fechamento de quinta-feira. Outros setores, como saúde e finanças, também apresentaram desempenho positivo, com uma elevação de mais de 1% cada.
O Panorama do Mercado
Com uma série de resultados positivos, tudo parece favorável ao mercado de ações. No entanto, Michael Hartnett, economista do Bank of America, alerta que o crescente endividamento nacional e o aumento dos rendimentos dos títulos podem colocar em risco a trajetória ascendente das ações. O déficit orçamentário dos Estados Unidos em julho alcançou seu nível mais alto em mais de cinco anos, impulsionado em parte pelo aumento dos custos com o Medicare. O déficit registrado no mês passado totalizou $432,3 bilhões.
Dívida Nacional e Rendimentos dos Títulos
Hartnett também mencionou que a “dívida nacional dos Estados Unidos deve ultrapassar a marca de $40 trilhões nos próximos dias, com projeções que indicam um possível aumento para $50 trilhões até 2029”. Esses níveis alarmantes da dívida nacional se tornam ainda mais preocupantes à medida que os rendimentos dos títulos do Tesouro continuam a subir. Na última sexta-feira, o rendimento dos títulos do Tesouro de 30 anos se situou em torno de 5,24%, próximo a níveis que não eram observados há mais de uma década.
Os rendimentos não demonstram sinais de recuo, especialmente diante da crescente preocupação com a guerra em andamento no Oriente Médio, que levanta dúvidas sobre se os preços da energia permanecerão elevados. Na quinta-feira, um leilão de títulos de 30 anos encerrou com o maior rendimento desde 2001.
Considerações Finais de Hartnett
Hartnett destacou que as “regras de alocação de ativos na década de 2020 permanecem como ABB (Qualquer coisa menos Títulos), ABC (Qualquer lugar menos China), ABD (Qualquer coisa menos o Dólar Americano) e AI (tudo em IA)”, no contexto da crença dos formuladores de políticas de que um boom no PIB nominal será a solução para a elevada dívida e que o mercado de ações é grande demais para falir. Isso explica por que Wall Street opera sem medo. Entretanto, se os rendimentos e a dívida nacional continuarem crescendo, isso pode dificultar a continuidade da trajetória de alta do mercado de ações.
Fonte: www.cnbc.com