Desdobramentos na Venezuela e o Impacto no Mercado de Petróleo
O mercado permanece atento aos desdobramentos da situação na Venezuela e à continuidade de Nicolás Maduro no poder. Contudo, os efeitos sobre os preços do petróleo foram consideravelmente mais modestos do que se esperava no último fim de semana. No mercado internacional, houve um aumento de aproximadamente 1% no valor do barril de petróleo, sugerindo que, no curto prazo, a exploração de petróleo na Venezuela não deverá ocasionar alterações significativas na produção global. Além disso, está cada vez mais evidente que a extração da commodity no país apresenta altíssimos custos financeiros.
Conversa entre o Governo dos EUA e Petrolíferas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionou em uma entrevista que teria discutido com empresas petrolíferas americanas a possibilidade de investimentos na Venezuela. Contudo, até o presente momento, nenhuma das grandes petrolíferas confirmou essas conversas. O mercado se prepara para a reunião que Trump anunciou entre a Casa Branca e representantes dessas companhias, programada para ocorrer nesta semana. Assim, a tensão persiste, ainda que com uma tonalidade menos intensa do que a observada nos dias anteriores.
Atenção ao Novo Presidente do Federal Reserve
Os investidores, tanto no Brasil quanto fora dele, estão ainda de olho na escolha do novo presidente do Federal Reserve, a ser anunciada em janeiro, uma vez que Jerome Powell deixará o cargo em maio. Entre as expectativas, continua a possibilidade de um novo corte nas taxas de juros nos EUA, conforme o desejo de Trump. Hoje, também serão divulgados os índices de atividade de serviços dos Estados Unidos, países europeus e Japão.
Retorno do Presidente Lula e o Acordo União Europeia–Mercosul
No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retorna a Brasília após um recesso de duas semanas durante o período entre Natal e Ano-Novo e retoma suas atividades oficiais. O governo brasileiro tem acompanhado atentamente a questão do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, cuja assinatura estava agendada para a próxima semana, no Paraguai. Na França, agricultores voltaram a protestar e se reuniram com autoridades, manifestando sua oposição ao acordo, o que acrescenta mais um elemento de incerteza ao cenário atual.
Fonte: veja.abril.com.br

